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Economia

Petróleo acima de US$ 100 reforça produção da Petrobras, mas amplia riscos no refino

Alta do barril favorece a produção e os dividendos, enquanto defasagens nos combustíveis pressionam margens e governança da estatal.

A alta do petróleo, com o barril do Brent acima de US$ 100, reforça a geração de caixa da Petrobras, mas também amplia os riscos ligados à política de preços dos combustíveis. A estatal combina produção recorde e perspectivas de dividendos com defasagens na gasolina e no diesel e dúvidas sobre a autonomia de sua política comercial.

Cerca de 20% do petróleo produzido pela Petrobras é exportado diretamente, o que permite capturar a valorização internacional do barril. A produção acumulada no ano fica em torno de 2,68 milhões de barris por dia, acima da faixa de 2,4 milhões a 2,6 milhões prevista no guidance oficial.

O Bradesco BBI estima crescimento médio de 10,9% na produção entre 2025 e 2026, além de retorno sobre o capital investido de 13,7%. O BTG Pactual projeta produção doméstica de 2,73 milhões de barris por dia em 2026 e de 2,88 milhões em 2028.

Caixa, dividendos e riscos nos combustíveis

O BTG calcula fluxo de caixa livre para o acionista de cerca de US$ 22 bilhões nos próximos 12 meses, com yield de 16%. A estimativa é de aproximadamente US$ 15 bilhões em dividendos, com yield de 11%. Para 2027, o Bradesco BBI prevê dividend yield de 9,4% e afirma que a Petrobras negocia com desconto de cerca de 58% em relação às concorrentes internacionais.

No refino, a alta do petróleo aumenta a pressão por reajustes. O governo reduz R$ 0,63 por litro nos tributos federais da gasolina por um mês, zera impostos do etanol e cria subvenção de R$ 1,00 por litro no diesel. A Petrobras também reverte reajuste anunciado de R$ 0,19 na gasolina e mantém apenas o fim de desconto anterior de R$ 0,44.

O Citi calcula que a estatal deixa de gerar cerca de US$ 4,2 bilhões ao manter defasagens médias de 29% na gasolina e 19% no diesel. A XP estima desconto de R$ 1,13 por litro no diesel, enquanto o Itaú BBA calcula defasagem de 31%.

BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA e Empiricus mantêm recomendações de compra ou uma visão construtiva para PETR4. O Citi adota recomendação neutra para os ADRs, com preço-alvo de US$ 19,00, diante das incertezas no diesel e da defasagem acumulada.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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