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PF aponta fraudes de R$ 17 bilhões entre Master e BRB

Investigação cita documentos falsos, carteiras de crédito fictícias e pagamento de R$ 146,5 milhões a ex-presidente do BRB.

PF aponta fraudes de R$ 17 bilhões entre Master e BRB

A Polícia Federal calcula em R$ 17 bilhões o valor das fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A investigação aponta produção massiva de documentos falsos e uso da empresa Tirreno para viabilizar operações com carteiras de crédito fictícias.

Os dados estão em arquivos do caso cujo sigilo foi derrubado pelo ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). A PF também estima em R$ 20 bilhões o total de transferências feitas pelo BRB em operações incompatíveis com a situação financeira da instituição.

Operações entre os bancos

O Banco Master vendeu ao BRB carteiras de crédito que, segundo a investigação, não tinham lastro suficiente. O esquema teria ganhado força a partir de 2024, quando o banco de Daniel Vorcaro passou a enfrentar dificuldades de liquidez e buscou recursos com a venda desses ativos.

A Tirreno teria sido criada para emitir e movimentar os créditos. A empresa repassava os ativos ao Master, que depois os vendia ao BRB. A operação buscava dar sustentação a transações anteriores, já que o Master não teria histórico ou capacidade operacional para produzir os volumes de crédito consignado envolvidos.

A PF afirma que a diretoria do BRB aprovava as compras com trâmite frequentemente acelerado, contrariando pareceres jurídicos que exigiam consulta ao conselho de administração. Os investigadores dizem que houve supressão de controles de governança e flexibilização de limites prudenciais.

A polícia também aponta que Vorcaro pagou R$ 146,5 milhões em propina a Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, ex-presidente do BRB. O pagamento teria sido operacionalizado pela compra de pelo menos seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília.

Documentos e posição do BRB

A equipe de tecnologia do Master teria usado scripts para gerar Cédulas de Crédito Bancário em lote, com CPFs obtidos de bancos de dados antigos. A investigação identificou ainda a criação automatizada de 2,7 mil procurações. Desse conjunto, provavelmente 1.785 foram enviadas ao BRB para representar créditos atribuídos à Tirreno.

Em 2025, o BRB tentou comprar o Master, mas o Banco Central rejeitou a negociação. O banco de Vorcaro foi liquidado, e o BRB ficou com um prejuízo bilionário ainda não totalmente calculado ou coberto.

No sábado (12), o BRB afirmou, em nota, ser vítima de atos criminosos e pediu que a instituição não seja confundida com ex-dirigentes envolvidos nas fraudes. O banco informou que renovou a direção executiva e reforçou controles internos e governança. Também contratou o escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da Kroll, para uma auditoria forense independente.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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