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BC anuncia depoimento de Galípolo à PF e detalha medidas para conter crédito predatório

Presidente do Banco Central confirma depoimento sobre o Banco Master e diz que restrições ao crédito serão graduais e amplas.

BC anuncia depoimento de Galípolo à PF e detalha medidas para conter crédito predatório

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirma que vai depor à Polícia Federal sobre a fiscalização do Banco Master. Intimado como testemunha, ele afirma que ainda não sabe a data exata, mas prevê o depoimento para o início de outubro.

A confirmação ocorre durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária nesta quinta-feira (24), na qual Galípolo também aborda o crédito, a Selic e os casos envolvendo o Banco de Brasília (BRB).

Medidas para o crédito

Galípolo afirma que o Banco Central pretende limitar ofertas consideradas predatórias. A preocupação envolve linhas mais caras oferecidas a consumidores que poderiam utilizar modalidades mais adequadas, muitas vezes sem clareza sobre os riscos.

Segundo ele, a avaliação inclui diferentes tipos de crédito, e não apenas cartões. O financiamento imobiliário, por exemplo, está associado à aquisição de um imóvel. Já o parcelamento de despesas do dia a dia pode criar uma dinâmica mais preocupante. “O problema é o risoto seis vezes sem juros. Aí você tem um problema”, diz.

O Banco Central analisa experiências internacionais para definir medidas macroprudenciais. A implementação, porém, não ocorre de uma só vez: Galípolo afirma que o processo será gradual e seguirá orientações já divulgadas pela autoridade monetária.

Selic e interpretação dos dados

A taxa Selic está em 13,75%, e a precificação de possíveis cortes muda conforme a divulgação de novos dados. Galípolo afirma que essa leitura se desloca gradualmente para um cenário de desaceleração.

Ele também relaciona os juros historicamente mais altos do Brasil ao processo de indexação da economia, que produz inércia. Ao defender uma análise ampla antes das decisões, compara uma visão limitada à figura mitológica do ciclope, que enxerga com apenas um olho.

Banco de Brasília e bets

Sobre o futuro do BRB, Galípolo não responde a perguntas específicas e reafirma que o Banco Central não comenta casos individuais. Ele diz que é necessário preservar a jurisprudência durante o processo e confirma que o banco continua pagando multa mensal por não entregar o balanço.

A Polícia Federal também intima o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para depor sobre a fiscalização do Master. Ele e Galípolo devem comparecer como testemunhas.

Ao falar sobre operações contra empresas do sistema financeiro, Galípolo compara a fiscalização a uma disputa entre doping e antidoping no esporte. Sobre as bets, afirma que um estudo anterior do Banco Central analisou os efeitos sobre o mandato de política monetária, sem abordar impactos em áreas como saúde pública.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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