A fintech britânica Revolut prepara o lançamento de uma solução de banco para pessoas jurídicas no Brasil nos próximos meses. A oferta deve incluir câmbio, gestão de caixa, cartões corporativos, reembolsos e automação de processos, com foco em pequenas e médias empresas.
A nova frente é estratégica para a companhia. Segundo Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil, aproximadamente 25% do resultado global da fintech já vem do Revolut Business, unidade voltada ao atendimento empresarial.
A empresa pretende priorizar negócios que importam, exportam ou mantêm atividades no exterior. Para Mota, grandes companhias já são atendidas pelos maiores bancos, enquanto empresas menores enfrentam dificuldades para abrir contas e realizar operações de câmbio.
“Para todo mundo que faz importação, exportação ou tem negócio no exterior, vai ser um dos grandes potenciais que a gente gostaria de trabalhar bem”, afirmou o executivo.
Serviços para empresas
A oferta deve ir além da conta bancária e do câmbio. O modelo planejado inclui cartões corporativos, processos de reembolso e aprovação automática de políticas internas. A Revolut também pretende usar inteligência artificial para reconhecer recibos e reduzir etapas de prestação e aprovação de despesas.
A proposta é transformar o produto em uma plataforma de gestão financeira empresarial, e não apenas em uma conta para movimentação de recursos. A companhia avaliada em US$ 115 bilhões ganhou espaço no Brasil com a conta global e serviços ligados à movimentação de dinheiro no exterior. Agora, busca adaptar essa estrutura às necessidades de companhias.
Crédito em avaliação
A expansão para empresas ocorre enquanto a Revolut estuda ampliar sua atuação no crédito brasileiro. A fintech já oferece cartão de crédito no país e pretende abrir outras linhas.
Mota cita juros reais elevados, inadimplência e volatilidade econômica como fatores que dificultam a concessão. A estratégia em avaliação usa tecnologia, dados e modelos de inteligência artificial para analisar risco, definir limites e estabelecer condições de acordo com a capacidade de pagamento dos clientes.
O executivo afirma que essa estratégia ainda está em fase inicial.



