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Roubo de pinturas de Renoir expõe desafios do seguro de arte

Duas obras seguem desaparecidas após invasão ao Museu Renoir; caso mostra como são avaliadas e protegidas peças históricas.

Roubo de pinturas de Renoir expõe desafios do seguro de arte
Foto: Valery Hache/Afp

Duas pinturas de Pierre-Auguste Renoir continuam desaparecidas após criminosos invadirem o Museu Renoir, no sul da França, e retirarem quatro obras de suas fixações com ferramentas elétricas. As peças foram avaliadas inicialmente em 9 milhões de euros, aproximadamente 53 milhões de reais.

A invasão ocorreu pouco antes das 6h. Os criminosos cortaram a cerca do jardim e entraram no prédio. O alarme foi acionado às 5h48, e a polícia chegou cinco minutos depois. Durante a fuga, os ladrões abandonaram duas pinturas no jardim. Permanecem desaparecidas “Retrato de Madame Colonna Romano” e “Jovem Mulher no Poço”, pertencentes ao Museu d’Orsay, de Paris, e emprestadas ao Museu Renoir.

O caso chama atenção para o seguro de obras de arte, um setor que precisa lidar com peças sem preço de mercado facilmente comparável. Pinturas históricas podem passar décadas sem aparecer em leilões. Especialistas avaliam trabalhos semelhantes, vendas recentes, o artista, o período e a técnica. A presença da obra em um grande museu também é considerada na definição de seu valor.

“Não existe um ‘preço de prateleira’”, explica Priscilla Magni, cofundadora da Enchanter, empresa especializada no mercado de arte e parceira da Alper Seguros. Segundo ela, quando um artista nunca vendeu, os especialistas buscam um parâmetro de comparação, chamado de Benchmark.

Como funciona a cobertura

O valor atribuído à obra serve para estabelecer o limite da apólice e calcular uma eventual indenização em caso de roubo, destruição ou dano. Museus, galerias e colecionadores podem precisar comprovar a existência de monitoramento 24 horas, câmeras de alta resolução, sistemas redundantes de segurança, controle de acesso, climatização e equipamentos de combate a incêndio.

Uma cobertura no modelo All Risks pode incluir ocorrências previstas no contrato, como furto qualificado e danos acidentais. A proteção pode acompanhar a peça desde a retirada da parede, passando por embalagem, transporte, montagem e exposição, até a instalação no destino previsto.

Em caso de roubo, a seguradora não necessariamente começa pagando a indenização. Uma das prioridades é dificultar a circulação da obra no mercado. A notoriedade de pinturas como as de Renoir pode impedir uma revenda convencional.

O Ministério da Cultura francês afirmou que o episódio reforça a necessidade de fortalecer a cultura de segurança das instituições culturais. O caso também se soma a outros roubos que elevaram o alerta sobre a proteção de patrimônios culturais europeus. Em 2025, joias da coroa avaliadas em cerca de 88 milhões de euros foram levadas do Museu do Louvre, em Paris.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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