A Toyota prepara a 13ª geração do Corolla com opções de motorização a combustão, híbrida, híbrida plug-in e totalmente elétrica. A estreia internacional deve ocorrer no Japão no próximo mês, com vendas previstas apenas para 2027. No Brasil, a expectativa é que o modelo chegue até 2028, mas a montadora ainda não definiu quais versões serão oferecidas nem se todas terão produção local.
A principal possibilidade para o mercado brasileiro é a versão híbrida plug-in. Desde 2023, a Toyota testa no país um sistema que combina um motor capaz de utilizar etanol com uma bateria recarregável na tomada. A configuração poderá unir eletrificação e biocombustível, caso seja aplicada ao Corolla.
Motorização e plataforma
A nova geração deve usar uma versão atualizada da plataforma TNGA-C, adaptada para receber diferentes sistemas de propulsão. O híbrido convencional tende a substituir o atual motor 1.8 por um novo 1.5, com cerca de 136 cv de potência combinada e possibilidade de tração integral.
O híbrido plug-in poderá percorrer parte do trajeto somente com a energia da bateria e terá recarga externa. Já a versão elétrica poderá usar um ou dois motores e deverá oferecer autonomia de pelo menos 400 quilômetros.
O projeto é inspirado em um protótipo apresentado na Japan Mobility Show de 2025. O conceito adota carroceria fastback, iluminação estreita, dianteira mais limpa e não tem uma grade convencional. Na versão de produção, a Toyota deve suavizar o desenho para preservar espaço interno, conforto e controle de custos.
A montadora anunciou, em 2024, investimentos de R$ 11 bilhões até 2030 no Brasil, incluindo recursos para ampliar a produção e desenvolver tecnologias de eletrificação. Sorocaba deve concentrar parte da operação, enquanto Porto Feliz abriga a produção de motores a combustão. A unidade de Porto Feliz reabriu na segunda-feira (22), com 150 funcionários na operação, após danos provocados por uma forte tempestade na região.



