Andy Cole avalia que Matheus Cunha pode render mais no Manchester United quando tem liberdade para circular pelo ataque. O ex-atacante não considera o brasileiro um centroavante de origem e diz que a função de camisa 9 limita sua melhor versão.
Cunha iniciou a temporada como referência ofensiva porque Benjamin Sesko ainda recupera a condição física após uma lesão na canela. O esloveno começou no banco nos três primeiros jogos da Premier League, e Michael Carrick escalou o brasileiro contra Hull City, Ipswich Town e Everton.
Em entrevista ao Sports Mole, Cole afirmou que Cunha pode atuar pelos lados ou atrás de outro atacante. O ídolo do Manchester United também disse que não seria adequado avaliar o jogador como um centroavante tradicional.
“Eu não o colocaria como um camisa nove. Não vou julgá-lo como um camisa nove”, declarou Cole. Na avaliação do ex-atacante, Cunha é um “espírito livre”, capaz de explorar espaços e avançar com a bola a partir de posições mais recuadas.
Desempenho e mudança de função
Contra o Ipswich, Cunha deu duas assistências na vitória por 5 a 2. No empate por 2 a 2 com o Everton, porém, encontrou mais dificuldades atuando centralizado.
Cole também destacou a boa temporada passada do brasileiro e afirmou que ele precisa repetir aquele nível. Cunha voltou mais tarde após a Copa do Mundo e ainda busca recuperar ritmo e encontrar a posição em que pode atuar melhor.
O brasileiro chegou ao Manchester United vindo do Wolverhampton em 2025. Na primeira temporada pelo clube, marcou dez gols e deu quatro assistências em 35 partidas. No total, soma dez gols e seis assistências em 38 jogos.
A recuperação completa de Sesko pode levar Cunha de volta ao lado esquerdo. O setor também tem Marcus Rashford, que permanecerá no clube ao menos até janeiro. A presença do esloveno ainda pode modificar as escolhas de Carrick, que adota um estilo mais fluido no ataque.



