O Barcelona reduziu a diferença financeira para o Real Madrid em salários e transferências. O clube catalão alcança um limite de 582 milhões de euros, enquanto o rival espanhol chega a 832 milhões. A distância atual é de 250 milhões de euros.
O avanço ocorre depois de anos de restrições financeiras, cortes de despesas e dificuldades para registrar jogadores nas regras da LaLiga. Na última janela de transferências, o Barcelona gastou cerca de 184 milhões de euros, o maior investimento do clube desde 2019.
A comparação com o período anterior à pandemia mostra a dimensão da mudança. Na temporada 2014/15, o Real Madrid tinha limite de 347 milhões de euros, contra 328 milhões do Barcelona. O equilíbrio chegou ao ponto máximo em 2019/20, quando o clube catalão podia gastar até 656 milhões de euros, enquanto o rival tinha limite de 641 milhões.
A queda e a recuperação
Na temporada 2021/22, o teto salarial do Barcelona chegou a -144 milhões de euros. Pelas regras da LaLiga, o clube não tinha margem para destinar recursos a salários ou novas contratações. No mesmo período, o Real Madrid tinha 739 milhões de euros disponíveis.
O Barcelona elevou o limite para 648 milhões de euros em 2022/23, mas a estratégia foi tratada como paliativa pela LaLiga. No ano seguinte, o teto caiu para 444 milhões de euros. A partir daí, o clube avançou em uma política de redução de despesas e ampliou a busca por receitas comerciais.
Contratos com Nike e Spotify passaram a ter papel importante nesse processo. A reforma do Camp Nou também entrou na equação: com o estádio fechado, o Barcelona perdeu receitas de dias de jogos, mas passou a explorar novas oportunidades comerciais, principalmente nos camarotes VIP. Esses espaços já renderam 350 milhões de euros, e o clube trabalha com a expectativa de chegar a 700 milhões milhões.
Próximo teste será o estádio
O Barcelona prevê voltar a jogar em Montjuïc na temporada 2027/28, durante um novo período de obras. A mudança deve reduzir as receitas das partidas justamente quando o clube tenta consolidar a recuperação financeira.
A projeção do Barcelona é alcançar 1,45 bilhão de euros em receitas na temporada 2030/31. O novo Camp Nou e a exploração comercial dos espaços VIP são considerados partes centrais desse plano.
O clube saiu de um teto negativo de 144 milhões de euros para 582 milhões, mas ainda não recuperou o equilíbrio que existia antes da pandemia. O Real Madrid permanece à frente, enquanto o Barcelona volta a ter margem para investir e montar o elenco com menos restrições.



