Ben Shelton está na final do US Open após derrotar o compatriota Frances Tiafoe em quatro sets, com parciais de 4-6, 6-3, 6-3 e 7-5. Aos 23 anos, ele se torna o primeiro homem afro-americano dos Estados Unidos a alcançar a decisão do torneio desde Arthur Ashe.
Antes da semifinal, Shelton elimina o então campeão Carlos Alcaraz em uma partida de cinco sets. Na decisão, enfrentará o alemão Alexander Zverev no Arthur Ashe Stadium, em Nova York.
A vitória coloca Shelton diante da maior oportunidade de sua carreira e abre a possibilidade de um título para os Estados Unidos no tênis masculino. O país não conquista um dos quatro principais torneios do circuito desde Andy Roddick, campeão do US Open em 2003.
Desde 2010, apenas Taylor Fritz havia chegado à final masculina do US Open entre os tenistas norte-americanos. Ele disputou a decisão de 2024, mas perdeu para Jannik Sinner.
Homenagem à família
Após a classificação, Shelton destacou os sacrifícios de seus pais para que pudesse construir a carreira no tênis. Bryan Shelton foi tenista profissional e conquistou dois títulos de simples. Lisa Witsken Shelton teve destaque no tênis juvenil.
O jogador também homenageou a avó paterna, que morreu neste ano e, segundo ele, teve papel fundamental na trajetória esportiva da família. Shelton afirmou que ela foi importante para que o pai pudesse jogar tênis.
Durante a manifestação em quadra, o americano ainda prestou solidariedade às famílias afetadas pelos ataques de 11 de setembro. Ele disse que aquele era um dia difícil para jogar e mencionou as vítimas dos acontecimentos de 9/11.
Independentemente do resultado da final, Shelton alcançará o quarto lugar do ranking da ATP, a melhor posição de sua carreira.



