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Clubes brasileiros defendem bets e vinculam patrocínios ao futuro do futebol

Manifesto contra possíveis restrições às apostas recebe críticas e reacende debate sobre receitas, direitos de transmissão e clubes menores.

Clubes brasileiros defendem bets e vinculam patrocínios ao futuro do futebol
Foto: IMAGO/Pera Photo Press

A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva restringir, total ou parcialmente, o funcionamento das casas de apostas online no Brasil provoca reação conjunta de clubes e entidades do futebol. Em uma nota, os representantes associam os patrocínios das bets à continuidade da modalidade e ao desempenho recente do futebol brasileiro.

A manifestação recebe críticas por apresentar as apostas como essenciais para a sobrevivência dos clubes. A avaliação é que o futebol poderia defender alternativas de receita em vez de concentrar a resposta na manutenção desse tipo de patrocínio.

Receitas e domínio continental

A expansão do futebol brasileiro nas competições da Conmebol também é relacionada a outros fatores. A Libertadores passa a ser disputada durante todo o ano a partir de 2017, o Brasil ganha vagas no torneio e aumenta a disputa pelos direitos de transmissão, com a participação de empresas como Disney, Amazon, Google, Warner e Paramount.

O Brasileirão movimenta R$ 3 bilhões por ano, enquanto a Copa do Brasil chega a R$ 1 bilhão em 2027. Aproximadamente metade do valor da Libertadores é pago pela mídia brasileira. As casas de apostas são patrocinadoras relevantes das transmissões, mas eventuais restrições também podem afetar a mídia esportiva.

Em 2026, o Estudiantes é o único clube não brasileiro ainda na disputa para impedir o oitavo título consecutivo do Brasil na Libertadores. Uma eventual derrota para o Flamengo na semifinal mantém a sequência iniciada em 2019 e pode levar a uma terceira final seguida entre Flamengo e Fluminense ou Palmeiras. Essa seria a sexta decisão brasileira em oito anos. River Plate, em 2019, e Boca Juniors, em 2023, são os únicos times que chegam às semifinais e interrompem o domínio brasileiro no período.

A reação nas redes sociais às notas dos clubes é majoritariamente crítica às bets e à defesa feita pelas equipes. O posicionamento também é interpretado como uma tentativa de pressionar Lula no contexto das eleições presidenciais no primeiro turno.

O histórico de receitas do futebol inclui patrocínios da Coca-Cola na Copa União, em 1987, parcerias da Parmalat com Palmeiras e Juventude e acordos do Banco Excel Econômico com Corinthians, Vitória e Botafogo. Nos anos 2010, bancos e a Caixa ampliam essa presença. A avaliação apresentada é que as apostas não precisam ser tratadas como a última alternativa de financiamento do futebol.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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