João Martins afirma que o Palmeiras mantém uma política de rigor financeiro e usa a formação de jogadores como parte da estratégia para preservar as contas do clube. O auxiliar comandou a equipe na ausência do suspenso Abel Ferreira e evitou se concentrar na análise da partida contra o São Paulo.
Desde a chegada de Abel Ferreira e sua comissão, 49 jogadores das categorias de base foram utilizados pelo Palmeiras. Para Martins, a integração desses atletas atende ao mesmo tempo às metas esportivas e financeiras da instituição.
“Uma das nossas funções é ganhar e, ao mesmo tempo, evoluir os jogadores para a saúde financeira do clube”, disse. Ele citou Luís Pacheco, Benedetti, Belé e Larsen como jogadores que precisam de tempo para se desenvolver, ressaltando que nem todos alcançam o mesmo rendimento aos 17 ou 18 anos.
Martins também afirmou que o Palmeiras não pode depender exclusivamente das receitas de títulos. Segundo ele, embora treinadores prefiram contar com 28, 29 ou 30 opções, o clube precisa manter uma estrutura que não fique condicionada ao dinheiro de uma conquista, já que apenas um time pode ser campeão entre 20, 30 ou 40 concorrentes.
“O Palmeiras nunca vai falhar” no rigor financeiro necessário ao futebol brasileiro, declarou o auxiliar. Ele acrescentou que o clube precisa fazer escolhas para não aparecer em situações de falta de pagamento, salários em atraso ou descumprimento de obrigações.
Próximos jogos
Com a vitória no clássico, o Palmeiras chega aos 56 pontos e retoma a liderança do Brasileirão. A equipe aguarda um possível tropeço do Flamengo, que enfrenta o Corinthians neste domingo (13).
O próximo compromisso do Palmeiras é na quarta-feira (16), contra a LDU, em Quito, pelo jogo de volta das quartas de final da Libertadores.



