Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Esportes

CBF reposiciona Copa do Brasil e mira liderança no mercado de transmissões

Estratégia aposta no mata-mata e na presença garantida dos clubes grandes para valorizar o torneio nacional diante da Libertadores.

A CBF trabalha para posicionar a Copa do Brasil como um produto de maior valor que a Libertadores no mercado de transmissões. A estratégia envolve uma nova negociação dos direitos do torneio e a garantia de que os principais clubes brasileiros participem desde as fases iniciais.

A avaliação foi apresentada por Allan Simon, que explicou que a entidade deixou de tratar os direitos da Copa do Brasil como um ativo negociado exclusivamente com a Globo. Na gestão de Samir Xaud, a CBF ouviu Globo, SBT, Record, TNT e Amazon. A Amazon acabou comprando os direitos em conjunto com a ESPN. A Cazé TV não participou das conversas por causa da relação da CBF com a LiveMode.

Novo argumento para o torneio

O contrato da Copa do Brasil é avaliado em mais de R$ 1 bilhão por ano. Para Allan Simon, a CBF usa esse valor e o formato eliminatório para defender que a competição nacional pode superar a Libertadores em importância comercial.

“Na visão da CBF, a Copa do Brasil é um campeonato mata-mata emocionante desde o começo e os times grandes sempre jogam”, afirmou Allan Simon.

A lógica é que a Copa do Brasil mantenha clubes de grande torcida ao longo da disputa. O novo regulamento determina que os times da Série A entrem na quinta fase, reduzindo a possibilidade de equipes tradicionais ficarem fora. Entre os clubes citados estão Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco.

Na análise de Simon, a Libertadores não reúne todos os principais clubes brasileiros em todas as edições. Ele afirmou que apenas Flamengo e Palmeiras participaram de todas as edições nos últimos anos.

Mudança após ausência do Santos

A alteração no regulamento ocorre depois de o Santos ficar fora da Copa do Brasil de 2024. O clube havia sido rebaixado no Campeonato Brasileiro do ano anterior e não teve bom desempenho no estadual.

“O que aconteceu com o Santos em 2024 foi um absurdo”, disse Simon, ao criticar a regra anterior e a decisão de valorizar os campeonatos estaduais como critério de acesso.

Para o colunista, o mata-mata concentra a emoção que diferencia a Copa do Brasil do Campeonato Brasileiro de pontos corridos. A competição nacional também tem final única, como a Libertadores, e encerra o calendário nacional. O Brasileiro, segundo ele, mantém funções de arrecadação, organização do calendário e equilíbrio esportivo, enquanto a Copa do Brasil preserva o apelo das fases eliminatórias.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.