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Premier League enfrenta resistência do Big 6 a venda coletiva de direitos

Liga quer ampliar pacotes comerciais, mas os seis clubes mais ricos temem perder controle sobre suas receitas e ativos.

Premier League enfrenta resistência do Big 6 a venda coletiva de direitos
Foto: IMAGO/Every Second Media

Os seis clubes mais ricos da Premier League resistem a um plano da liga para ampliar a venda coletiva de direitos comerciais. A proposta prevê reunir mais propriedades publicitárias, principalmente painéis de LED no entorno dos estádios, em pacotes destinados a patrocinadores.

A Premier League calcula que a receita anual desse tipo de exploração pode subir de cerca de 200 milhões de libras para até 750 milhões de libras se mais ativos hoje controlados individualmente pelos clubes forem incorporados à comercialização conjunta.

Manchester United, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Chelsea e Tottenham, que formam o chamado Big 6, não consideram comprovado que o modelo seja vantajoso. Os clubes preferem manter maior controle sobre seus ativos e afirmam que uma venda centralizada pode limitar a capacidade de cada um ampliar o próprio faturamento.

Disputa sobre a divisão do dinheiro

A receita comercial da Premier League foi de 158 milhões de libras nos repasses referentes à temporada 2024/25, dentro de um total de aproximadamente 2,8 bilhões de libras distribuídos aos clubes. Como a verba comercial é dividida igualmente, cada equipe recebeu cerca de 7,9 milhões de libras.

Os pagamentos referentes à temporada 2025/26 devem ser divulgados em setembro, e a expectativa é que a receita comercial total chegue a aproximadamente 200 milhões de libras. A liga avalia que o valor pode crescer mais se passar a vender um inventário ampliado em nome dos 20 clubes.

A expansão exigiria também uma negociação sobre a distribuição dos recursos. Clubes com maior audiência, alcance internacional e capacidade de negociação dificilmente aceitariam receber exatamente a mesma quantia que equipes menores.

Nenhum acordo foi alcançado. O tema foi discutido em fevereiro e novamente em junho, antes da Assembleia Geral Anual da Premier League, e deve retornar na próxima reunião de acionistas, marcada para 24 de setembro.

Conflito também envolve regras financeiras

O Manchester United está entre os clubes que mais resistem ao aumento da comercialização coletiva. A preocupação é que a transferência de poder para a liga limite a capacidade de ampliar receitas e investir no futebol.

Em novembro, Manchester United, Manchester City e outros clubes se opuseram ao princípio de anchoring, que estabelecia um limite para os gastos dos mais ricos com base no valor recebido pelo último colocado. Pela proposta, o teto corresponderia a 4,5 vezes o pagamento destinado ao 20º colocado. O mecanismo foi rejeitado.

Seis dos 20 clubes também votaram contra o sistema de controle financeiro baseado no squad cost ratio, aprovado com 14 votos favoráveis. A regra limita os gastos do departamento de futebol a 85% das receitas dentro dos parâmetros estabelecidos pela Uefa.

A Premier League afirma que trabalha com os clubes para encontrar uma solução. A reunião de acionistas de 24 de setembro pode avançar na definição de como conciliar os interesses comerciais dos gigantes ingleses com o crescimento da receita coletiva da competição.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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