Samuel Umtiti afirma que a Bola de Ouro deixou de refletir o caráter coletivo do futebol e questiona a importância dada aos números individuais na escolha do vencedor. O ex-zagueiro do Barcelona também reprova a defesa de Kylian Mbappé de que deveria receber o prêmio de melhor jogador do mundo.
A lista com os 30 finalistas da edição de 2026 já foi divulgada. O vencedor será anunciado em 26 de outubro, em Londres, pela revista France Football.
Críticas à premiação
Umtiti diz que a disputa mudou depois do fim da era formada por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Para ele, mesmo nas temporadas em que não conquistavam títulos importantes por seus clubes, os dois apresentavam “estatísticas incríveis” que sustentavam a escolha pela Bola de Ouro.
O francês, que tem 32 anos, afirma que a busca constante por marcas individuais pode prejudicar a harmonia entre os jogadores. “futebol não é só estatística”, declarou, ao defender que os prêmios coletivos não sejam deixados em segundo plano.
O ex-defensor também critica o peso das campanhas pessoais na disputa atual. Ele cita a possibilidade de um atleta conquistar uma Champions League com o time e, ainda assim, concentrar sua atenção apenas na premiação individual. Umtiti afirma que não acompanha mais a Bola de Ouro e considera esse movimento prejudicial ao esporte.
Mbappé e a reação de Umtiti
Mbappé argumentou que merece o troféu ao mencionar o posto de maior artilheiro da história do torneio da Fifa e os 42 gols marcados pelo Real Madrid em 2025/26. O atacante também teve bons momentos e marcou muitos gols, avaliação reconhecida por Umtiti.
O ex-zagueiro, campeão da Copa do Mundo em 2018 ao lado de Mbappé, entende que o jogador francês teve uma boa campanha, mas afirma que a decisão não deve partir do próprio candidato. A declaração de Mbappé ainda provoca uma resposta de Lamine Yamal, do Barcelona, que diz não estar disposto a “implorar por nada”. Yamal destaca a temporada em que conquista LaLiga e o Mundial com a Espanha.
Umtiti encerra sua carreira precocemente por causa de lesões crônicas no joelho. Depois de deixar o futebol, mantém a avaliação de que a escolha do melhor jogador precisa considerar mais do que o desempenho individual.


