O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebe apoio de colegas após o tumulto ocorrido na sessão de terça-feira. Flávio Dino, Gilmar Mendes e outros ministros participaram dos confrontos no plenário, e Fachin foi criticado por não conseguir controlar a reunião.
Um ministro ouvido sob anonimato reconhece que o presidente da Corte não conteve os colegas, mas afirma que Fachin deve ser valorizado por ter mantido a sessão aberta ao público. Parte dos ministros defendia que o caso fosse discutido em um novo encontro sigiloso, como ocorreu no primeiro semestre em relação às provas da Polícia Federal contra Dias Toffoli.
“Transparência nunca será um erro”, afirmou o ministro. Ele também questionou como seria a condução do STF caso a presidência estivesse nas mãos de alguém ligado a Daniel Vorcaro.
A crise na Corte se intensificou após a divulgação de provas reunidas pela Polícia Federal contra Alexandre de Moraes. Uma ala de magistrados tenta impedir a investigação sobre conversas entre Moraes e Vorcaro relacionadas a contratos milionários, além de suspeitas de obstrução de Justiça, vazamento de informações sigilosas e pressão sobre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Outra ala defende a abertura imediata da investigação e uma resposta à crise de credibilidade do tribunal. Novos vazamentos também expõem relações de Vorcaro com outros ministros, pagamentos milionários a parentes e ex-assessores, além de festas com garotas de programa pagas pelo banqueiro para atender aos magistrados.



