Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviam, nesta segunda-feira, uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, com pedido de investigação sobre a crise enfrentada pelo tribunal. O documento também solicita uma sessão pública para que o Pleno apresente respostas ao país.
Os signatários afirmam ter confiança na condução de Fachin e dizem esperar que ele determine, com urgência, a apuração dos fatos sob o devido processo legal. A carta menciona “gravíssimos fatos” cuja divulgação, segundo os ex-ministros, compromete o prestígio e a autoridade do Supremo, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
O grupo não cita nominalmente as mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e a Alexandre de Moraes. A manifestação se refere ao episódio como a “mais aguda crise da história do Supremo” e pede que o tribunal trate o caso em uma reunião aberta.
Entre os nomes apresentados no documento estão Néri da Silveira e Celso de Mello. A carta identifica os signatários como ministros aposentados e ex-presidentes do STF.
O pedido é para que o Pleno determine uma apuração imediata e rigorosa, com respeito às regras do processo legal. Os ex-ministros também registram “plena confiança” na seriedade, no discernimento e na firmeza de Fachin para conduzir a Corte durante o período de crise e esclarecer os fatos mencionados no documento.



