O procurador-geral da República, Paulo Gonet, nega ter mantido relação de proximidade com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A declaração ocorre durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Gonet afirma que encontrou Vorcaro apenas uma vez, em abril de 2024, durante uma reunião com a presença de várias autoridades. Ele também relata uma ligação telefônica intermediada por um advogado, mas diz que a conversa foi breve.
“Não existe, nem tive, relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro”, declara o procurador-geral. Ele acrescenta que o encontro presencial ocorreu com outras autoridades e classifica a ligação como breve e banal.
Durante a sessão, Gonet menciona uma manifestação do ministro André Mendonça sobre os elementos reunidos no caso. O procurador-geral afirma que recebeu de forma positiva a avaliação de que o material não indicaria irregularidades atribuíveis ao chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Atuação do Ministério Público
Gonet também defende o trabalho do Ministério Público Federal (MPF) nas investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo ele, integrantes do órgão na primeira instância e a própria PGR atuaram para esclarecer os fatos e dar andamento à persecução penal.
“Quem analisa os fatos sem viés verá que o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e foi correto”, afirma.
O procurador-geral declara ainda que uma autoridade com foro por prerrogativa de função só pode ser investigada após iniciativa do Ministério Público. Ao encerrar a manifestação, agradece novamente a André Mendonça pela referência à ausência de dúvidas sobre a idoneidade do trabalho realizado pela PGR.



