O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) aparece na liderança das eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com entre 37% e 38% dos votos, segundo pesquisas de boca de urna divulgadas pelas emissoras públicas ARD e ZDF. A legenda também cresce em Berlim, onde alcança entre 13,5% e 16%.
No estado do nordeste alemão, o Partido Social-Democrata (SPD), liderado por Manuela Schwesig, registra entre 35,5% e 36,5% e fica na segunda posição. A AfD mais que dobra o resultado obtido em 2021, quando recebeu cerca de 17% dos votos.
Queda da CDU
A União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, aparece com apenas 5% a 5,5% em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Em 2021, o partido havia alcançado aproximadamente 13%. Se as projeções forem confirmadas, será o pior resultado da CDU em uma eleição estadual alemã desde o período posterior à Segunda Guerra Mundial.
A legenda permanece próxima da cláusula de barreira de 5% exigida para ocupar cadeiras no Parlamento regional. Merz está no comando do governo federal há cerca de 16 meses e enfrenta dificuldades dentro da coalizão e entre dirigentes democratas-cristãos.
Na capital, a AfD avança em relação aos cerca de 9% registrados em 2023. A disputa pela liderança, porém, está concentrada entre o partido de esquerda Die Linke e a CDU. O Die Linke aparece com entre 24,5% e 26%, mais que o dobro dos cerca de 12% obtidos três anos atrás. A CDU, vencedora em 2023 com 28,2%, cai para aproximadamente 20%.
Os resultados ocorrem duas semanas após a AfD receber quase 44% dos votos na Saxônia-Anhalt e liderar, pela primeira vez, uma eleição estadual alemã no período posterior à Segunda Guerra Mundial. Os principais partidos mantêm a política de não formar coalizões com a legenda.
A CDU governa a Alemanha em coalizão com o SPD. Antes da votação, Merz convocou uma reunião com dirigentes do partido e cancelou uma viagem à Assembleia Geral da ONU em Nova York diante da possibilidade de uma crise interna.


