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Merz mantém cargo após pior votação regional da CDU no pós-guerra

Chanceler rejeita deixar o governo após derrotas da CDU, enquanto AfD e Die Linke avançam em eleições regionais na Alemanha.

Merz mantém cargo após pior votação regional da CDU no pós-guerra
Foto: Michael Kappeler/picture alliance/Getty Images

Friedrich Merz afirma que continuará como chanceler da Alemanha e presidente da União Democrata-Cristã (CDU), apesar da sequência de derrotas eleitorais que aumenta a pressão sobre sua liderança. Em discurso no domingo, ele classificou o desempenho do partido em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental como um “desastre”.

“Assumo essa responsabilidade porque quero fazer nosso país avançar”, declarou Merz. Ele chegou ao poder em maio de 2025, com a promessa de endurecer a política migratória, mas perdeu apoio nas pesquisas em meio à fraqueza da economia, a conflitos com os social-democratas da coalizão federal e a uma série de gafes.

Resultados regionais

A CDU obteve 4,9% dos votos em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, no domingo. O resultado é o pior da legenda em eleições regionais desde o pós-guerra e deixa o partido abaixo da barreira de 5% para conquistar assentos no Parlamento regional.

A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a disputa com 38,3%, à frente do Partido Social-Democrata (SPD). A líder da AfD, Alice Weidel, disse que a sigla se tornou “claramente o novo partido do povo na Alemanha” e afirmou que os eleitores querem uma mudança de política. Apesar das vitórias, a legenda encontra dificuldades para governar os estados onde venceu porque os demais partidos rejeitam formar coalizões com ela.

Em Berlim, o Die Linke, partido de esquerda radical, liderou com 25% dos votos. A CDU ficou com cerca de 19%, enquanto a AfD alcançou 16,3% e ampliou sua presença na capital em relação à eleição anterior. O avanço do Die Linke ocorre principalmente em meio à insatisfação com o custo da moradia e a alta dos aluguéis.

Os resultados ocorrem duas semanas depois de outra derrota da CDU para a extrema direita na Saxônia-Anhalt. A AfD ganhou força sobretudo no leste alemão com propostas de política migratória mais rígida e oposição ao apoio militar alemão à Ucrânia. As urnas ampliam as dúvidas sobre o futuro político de Merz e expõem o avanço de forças à direita e à esquerda dos partidos tradicionais.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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