KIEV — Uma nova onda de ataques russos com drones deixa ao menos uma pessoa morta e provoca longas filas de carros e ônibus em Kiev nesta sexta-feira, 2. As explosões atingem a ponte Sul, uma das principais ligações entre as margens leste e oeste do rio Dnipro, e levam as autoridades a fechar ou restringir o tráfego em outras pontes, incluindo a Paton.
A ponte Sul fica completamente fechada nos dois sentidos depois de ser atingida várias vezes entre quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Um dos ataques danifica um pilar e uma barreira de concreto que protege a linha do metrô instalada na estrutura. Com os bloqueios, alguns moradores fazem parte do trajeto a pé para chegar ao trabalho.
No distrito de Darnytskyi, no sudeste da capital, drones atingem um prédio residencial de 25 andares. O incêndio nos andares superiores mata uma pessoa e deixa ao menos outras duas feridas, conforme autoridades locais. Na quinta-feira, uma escola também é atingida, mas os alunos estão em um abrigo e não se ferem.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirma que a cidade vive uma “situação muito dramática”. Ele também escreve no Telegram que “o inimigo está dilacerando Kiev”.
Os ataques acontecem durante a intensificação da ofensiva russa contra a infraestrutura ucraniana, que pressiona o sistema elétrico do país antes da chegada do inverno. Nas últimas semanas, Moscou lança dezenas de drones mais rápidos e movidos a jato, aumentando as dificuldades para as defesas aéreas de Kiev.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pede aos aliados sanções mais duras contra componentes estrangeiros usados na fabricação dos drones. A Ucrânia afirma ainda ter atacado uma refinaria da Lukoil em Volgogrado e outra instalação petrolífera na região de Samara, na Rússia. Na véspera, Zelensky anuncia o primeiro uso em combate do míssil balístico tático FP-7, de fabricação ucraniana, sem informar o alvo.



