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Michelle Bachelet abandona disputa pela Secretaria-Geral da ONU

Ex-presidente do Chile retira candidatura após consultas no Conselho de Segurança indicarem perda de apoio à sua indicação.

Michelle Bachelet abandona disputa pela Secretaria-Geral da ONU

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anuncia neste sábado (19) que não seguirá na disputa pela Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A candidatura foi apresentada por Chile, Brasil e México em fevereiro, mas perdeu apoio nas consultas realizadas pelo Conselho de Segurança.

Em comunicado enviado à ONU, Bachelet defende a escolha de uma mulher latino-americana para suceder António Guterres. O segundo mandato do atual secretário-geral termina em 31 de dezembro.

“Continuo acreditando que as Nações Unidas precisam e merecem ser lideradas por uma mulher”, escreveu Bachelet. Ela também agradeceu ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e à presidente do México, Claudia Sheinbaum, pelo apoio à candidatura.

A decisão ocorre depois de uma sequência de consultas informais entre os integrantes do Conselho de Segurança. Na rodada de sexta-feira (18), Bachelet recebeu um voto de incentivo e 11 votos contrários. Na consulta anterior, realizada em agosto, foram dois votos favoráveis, seis contrários e sete abstenções.

A economista costa-riquenha Rebeca Grynspan liderou a terceira consulta, com nove votos de incentivo, cinco contrários e uma manifestação sem opinião. A guianense Carolyn Rodrigues Birkett teve oito votos favoráveis, seis contrários e uma abstenção.

Apoio e retirada do Chile

O Chile, o Brasil e o México encaminharam conjuntamente a indicação de Bachelet à ONU em fevereiro. O governo chileno retirou o apoio em março. O Ministério das Relações Exteriores do Chile afirmou que a dispersão das candidaturas latino-americanas e as divergências com atores relevantes tornavam inviável a postulação.

Mesmo sem o respaldo oficial do próprio país, Bachelet manteve a candidatura com o apoio brasileiro e mexicano. Lula e Sheinbaum permaneceram entre os principais apoiadores durante a disputa.

Guterres ocupa o cargo desde 2017 e encerrará o segundo mandato no fim deste ano. O próximo secretário-geral assumirá em 1º de janeiro de 2027, para um mandato de cinco anos.

A ONU nunca teve uma mulher como secretária-geral em seus mais de 80 anos de existência. A América Latina já teve um representante no cargo, o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que comandou a organização entre 1982 e 1991.

Bachelet presidiu o Chile de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018. Também atuou na ONU Mulheres e no Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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