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Defesa de Cilia Flores pede que ela aguarde julgamento em casa nos EUA

Advogados afirmam que a esposa de Nicolás Maduro precisa de exames cardíacos e propõem vigilância armada e tornozeleira eletrônica.

Defesa de Cilia Flores pede que ela aguarde julgamento em casa nos EUA
Foto: Jesus Vargas/Getty Images

A defesa de Cilia Flores pediu na quarta-feira 9 que a Justiça dos Estados Unidos permita que ela deixe a prisão federal em Nova York e aguarde em casa o julgamento por acusações de tráfico de drogas. A solicitação é baseada em problemas cardíacos apresentados pela esposa de Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela.

Segundo o advogado Mark Donnelly, Flores, de 69 anos, não usava medicamentos de forma contínua antes de ser levada para os Estados Unidos, com exceção de uma injeção mensal. Após mais de oito meses presa, passou a tomar quatro remédios e, conforme a defesa, precisa realizar exames das artérias coronárias e passar por uma intervenção médica.

Os advogados também afirmam que a prisão não tem estrutura adequada para oferecer o atendimento necessário. Como alternativa à detenção, propõem prisão domiciliar nos Estados Unidos com regras rígidas: vigilância armada durante 24 horas, monitoramento por tornozeleira eletrônica e entrega do passaporte às autoridades.

Acusações contra o casal

Flores e Maduro estão presos no Brooklyn desde uma operação militar dos Estados Unidos e aguardam julgamento. As acusações são conspiração para cometer “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para possuir esse tipo de armamento e explosivos.

O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027, conforme decisão de um tribunal federal de Nova York anunciada no fim de julho. Maduro afirma que foi “sequestrado” e se declara prisioneiro de guerra desde a primeira audiência na Justiça americana.

A captura ocorreu em Caracas em 3 de janeiro, em uma operação com forças navais, aéreas e terrestres. Após a deposição de Maduro, o governo interino de Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela e estreitou relações com Washington, que controla efetivamente as exportações do petróleo venezuelano.

Flores foi deputada, presidiu a Assembleia Nacional entre 2006 e 2011 e depois ocupou outras funções no Estado. Ela mantém uma relação com Maduro desde a década de 1990, e os dois se casaram em 2013. Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente venezuelano desde 2019 e consideram fraudulentas suas reeleições em 2018 e 2024.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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