Ulf Kristersson renuncia ao cargo de primeiro-ministro da Suécia após a conclusão da apuração das eleições parlamentares realizadas no domingo. O bloco de centro-esquerda liderado por Magdalena Andersson conquista 176 das 349 cadeiras do Parlamento, enquanto a aliança de centro-direita de Kristersson fica com 173.
Kristersson ocupa o cargo desde 2022 e entrega a carta de renúncia ao presidente do Parlamento depois da divulgação do resultado final. O premiê afirma que o presidente da Casa deverá conduzir as próximas etapas para a formação de um novo governo. O resultado ainda precisa ser certificado formalmente pelas autoridades eleitorais.
Negociações para formar o governo
A votação abre caminho para o retorno de Magdalena Andersson ao posto de primeira-ministra. Ela foi a primeira mulher a comandar o governo sueco, em 2021, mas deixou a função no ano seguinte, após a vitória da coalizão de direita nas eleições de 2022.
Em discurso após o resultado, Andersson afirma que a Suécia entrará em uma “nova era” e sinaliza uma mudança de direção depois de quatro anos de políticas mais rígidas nas áreas de imigração e segurança. Durante o governo Kristersson, o país endurece as regras migratórias e amplia medidas de combate ao crime.
O bloco vencedor reúne Social-Democratas, Partido da Esquerda, Partido do Centro e Partido Verde. A composição do próximo gabinete, porém, depende de negociações entre as siglas. O Partido do Centro declara que não pretende participar de uma coalizão que inclua o Partido da Esquerda.
Os social-democratas iniciam conversas com outras legendas da oposição, mas a estrutura da nova maioria ainda não está definida. Se Andersson não conseguir formar um governo, os partidos de direita poderão tentar construir outra maioria no Parlamento. O processo pode levar semanas. Caso quatro candidatos indicados para primeiro-ministro sejam rejeitados, uma nova eleição deverá ser convocada.
Recuo dos Democratas Suecos
O resultado representa um revés para os Democratas Suecos, partido anti-imigração que apoiava o governo de Kristersson e vinha ampliando sua influência na política nacional. A legenda registra a primeira queda na participação dos votos desde que entrou no Parlamento, em 2010.
A diferença entre os dois blocos é de três cadeiras. A autoridade eleitoral sueca informa que os resultados só se tornam oficiais após o fim da contagem e das verificações dos votos.



