SÃO PAULO — O Rosewood São Paulo alcança o 6º lugar no ranking The World’s 50 Best Hotels 2026, quatro anos depois de estrear na lista. O hotel também é o mais bem colocado da América do Sul. Em um ano, avançou 18 posições: apareceu em 27º lugar em 2023, subiu para 24º em 2024 e manteve essa posição em 2025.
O resultado foi discutido nesta quarta-feira (23), em um encontro com a imprensa no próprio hotel. Diretores de diferentes áreas apresentaram práticas que, segundo eles, sustentam a experiência oferecida aos hóspedes.
Atendimento personalizado
A managing director Marie-Berengere Chapoton afirma que o foco da operação está na experiência, e não nos rankings. A equipe faz reuniões diárias para avaliar o perfil dos hóspedes e pensar em formas de adaptar a estadia. A proposta é identificar necessidades antes que elas sejam apresentadas como pedidos.
Para Chapoton, que acumula mais de 25 anos na hotelaria de luxo e já trabalhou em 11 países, o serviço não pode se tornar mecânico. “Luxo não é só o produto. É a maneira como você recebe, como você olha para a pessoa, como você entende o que ela precisa”, disse.
No Asaya Spa by Guerlain, a personalização foi aplicada ao caso de uma cliente que marcou uma massagem para a mãe em uma data específica. A equipe descobriu que a mulher havia nascido no endereço 70 anos antes, quando o complexo ainda funcionava como maternidade, e preparou uma festa de aniversário na Sala Panapanã.
Inaugurado dois anos depois da abertura do empreendimento, o spa atende hóspedes e clientes que não estão hospedados. O espaço foi eleito o melhor spa da América Latina em 2024 e 2025 pelo World Spa Awards.
Hotel como destino
A marketing & communications director Daniella Borghi destaca a programação cultural e os eventos voltados a hóspedes e moradores de São Paulo. O complexo reúne mais de 450 obras de arte e oferece de três a quatro tours guiados por dia, com duração de 1 hora. No último final de semana, também realizou a primeira edição da Rosewood Run, na Avenida Paulista.
Na gastronomia, o hotel prioriza ingredientes produzidos em um raio de até 700 quilômetros de São Paulo, mantém produção própria de charcutaria e desenvolve bebidas exclusivas. O maître charcutier prepara artesanalmente cerca de 15 tipos de produtos. O hotel também apoia o Centro de Saberes na Amazônia e oferece itens feitos por comunidades indígenas brasileiras.
Formação da equipe
Eduardo Maia, people & culture director, compara a operação a uma orquestra e defende a autonomia dos funcionários. A empresa oferece cursos de inglês pagos e já levou cerca de 20 funcionários do Rosewood São Paulo para atuar em unidades da marca no exterior. A estratégia inclui ainda buscar profissionais de outras indústrias para ampliar as experiências e os pontos de vista dentro da hotelaria.



