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Trump descarta proposta de Teerã para liberar Ormuz em sete dias

Presidente americano rejeita plano anunciado pelo Irã e mantém impasse sobre a passagem marítima estratégica no conflito entre os dois países.

Trump descarta proposta de Teerã para liberar Ormuz em sete dias
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeita a proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. A declaração ocorre neste sábado (26), em frente à Casa Branca, depois de Teerã anunciar que havia enviado o plano a Washington.

“Rejeito a proposta deles”, afirma Trump a jornalistas. O presidente também diz que os dirigentes iranianos querem um acordo para liberar a passagem porque estariam “perdendo terreno de forma estrondosa”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia declarado na sede da ONU, em Nova York, que a decisão agora cabia aos Estados Unidos. Segundo ele, as medidas exigidas por Teerã já estavam previstas no protocolo de acordo firmado em junho.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, afirma que a proposta foi elaborada em coordenação com o líder supremo Mojtaba Khamenei. Uma equipe de seis membros foi criada com poder para tomar decisões.

Impasse sobre a passagem

O Estreito de Ormuz está no centro do conflito entre Estados Unidos e Irã. Por essa via marítima costumava passar 20% dos hidrocarbonetos mundiais. Desde o início dos bombardeios ao Irã, no fim de fevereiro, a República Islâmica reivindica o controle da passagem, enquanto Washington impõe um bloqueio aos portos iranianos.

O acordo buscava encerrar o conflito de forma duradoura, reabrir Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. O entendimento, porém, desmorona em torno das condições para a passagem pela via marítima.

Entre as exigências iranianas estão o cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano; o desbloqueio e o pagamento de ativos congelados após a Revolução Islâmica de 1979, estimados em pelo menos 12 bilhões de dólares; a suspensão das sanções ao petróleo iraniano; e o fim do bloqueio naval americano.

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, também defende o fim dos combates no Iêmen. O país se torna outro front regional desde julho, com a retomada do conflito entre os houthis pró-iranianos e o governo iemenita, aliado da Arábia Saudita.

Washington não bombardeia o território iraniano desde 1º de setembro, quando ataques durante um casamento no sudeste do país deixam cinco mortos e dezenas de feridos. Houve, porém, ataques contra navios em Ormuz. Em setembro, os houthis lançam uma ofensiva e consolidam o controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para as exportações de petróleo entre a Europa e a Ásia pelo Canal de Suez.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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