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Atendimento psicológico alcança 8.147 pessoas após terremotos na Venezuela

Cem dias após os tremores, MSF mantém cuidados de saúde mental e atenção primária em Caracas e La Guaira.

Atendimento psicológico alcança 8.147 pessoas após terremotos na Venezuela

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) prestou atendimento em saúde mental a 8.147 pessoas nos cem dias que se seguiram aos terremotos que atingiram o país. As equipes atuam em Caracas e La Guaira com atividades coletivas de psicoeducação, consultas individuais e sessões de primeiros socorros psicológicos.

A entidade afirma que a continuidade desses serviços será necessária enquanto parte da população permanecer em alojamentos temporários. A recuperação também inclui a manutenção da atenção primária à saúde, diante dos efeitos prolongados do deslocamento, da incerteza e do impacto emocional provocado pelo desastre.

Sintomas e atendimento médico

Desde o início da operação, a MSF realizou mais de 7 mil consultas médicas. Dores musculares e ósseas correspondem a 21,7% dos atendimentos. Infecções respiratórias representam 21,4%, enquanto doenças de pele somam 12,4%.

As equipes acompanharam ainda mais de 880 pacientes com condições crônicas, entre elas hipertensão, diabetes, asma e epilepsia. Segundo profissionais da organização, parte dos sintomas físicos está associada ao estresse acumulado desde os terremotos.

“Muitas pessoas chegam às consultas com dores musculares, dores de cabeça recorrentes, problemas gastrointestinais ou insônia, sintomas que frequentemente refletem um sofrimento emocional e psicológico significativo”, afirmou Milagritos Valderrama, coordenadora médica da MSF para a resposta à emergência.

Água e balanço da tragédia

A organização também distribuiu cerca de 860 mil litros de água potável, instalou cinco sistemas de tratamento e colocou 127 filtros desde o começo da resposta.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em 24 de junho. Os balanços oficiais mais recentes divulgados pelo governo da Venezuela apontam 6.509 mortos confirmados. Registros de organizações locais e estimativas independentes, porém, indicam que o total de vítimas fatais pode ultrapassar 10 mil.

Entre as pessoas atendidas está Elvira, de 76 anos, que ficou presa sob os escombros de um prédio. Depois do resgate, ela passou a enfrentar dificuldades para dormir, crises de choro e medo constante. A paciente afirma que o acompanhamento psicológico a ajudou a superar o nervosismo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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