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Alternância de poder pode levar dólar a R$ 4,80, estima análise

Estudo da Empiricus usa eleições no Chile, na Colômbia e no Peru para avaliar possíveis efeitos sobre o real.

Alternância de poder pode levar dólar a R$ 4,80, estima análise

Uma eventual alternância de poder no Brasil poderia levar o dólar de R$ 5,15 para perto de R$ 4,80, segundo cálculos da Empiricus. A análise usa como referência o comportamento das moedas do Chile, da Colômbia e do Peru após eleições recentes com mudança de governo.

O estudo, elaborado pela analista de renda fixa Lais Costa, afirma que as moedas desses países se valorizaram nos dois meses posteriores aos pleitos. O movimento não ocorreu de uma só vez: avançou gradualmente, à medida que o mercado avaliava a formação do novo governo, a relação com o Legislativo, a política fiscal e a capacidade de execução das promessas.

José Antonio Kast venceu o segundo turno no Chile em dezembro de 2025. Abelardo de la Espriella venceu a disputa presidencial na Colômbia em junho de 2026. Keiko Fujimori conquistou a Presidência do Peru em julho deste ano.

Reação antes e depois das eleições

A valorização começou antes da confirmação dos resultados. Na Colômbia, a moeda local subiu cerca de 7% nos 30 dias anteriores ao segundo turno. No Chile, o peso avançou 2,10% um mês antes da eleição.

Depois do resultado, os ganhos continuaram. No Chile, a valorização chegou a 3,16% após um mês e a 5,27% ao fim de dois meses. Na Colômbia, passou de 6,67% para 11,78% no mesmo intervalo.

Lais Costa afirma que, depois da eleição, desaparece parte da incerteza sobre o resultado, mas começa a avaliação das condições para o novo governo implementar suas políticas. A definição da equipe econômica, a relação com o Congresso e o compromisso com o ajuste fiscal passam a influenciar os preços dos ativos.

Nos 42 pregões posteriores às eleições analisadas, o peso chileno avançou 6,5% ante o dólar, enquanto o peso colombiano ganhou 9% e o sol peruano subiu 0,6%.

Aplicados ao Brasil, os movimentos indicam uma possível valorização do real entre 5,2% e 5,4% nos cenários mais conservadores. Nesse caso, o dólar ficaria entre R$ 4,81 e R$ 4,87.

A Empiricus ressalta que o estudo não é uma projeção para o câmbio brasileiro. Diferenças fiscais, institucionais e políticas entre os países, além de fatores globais como os juros nos Estados Unidos e o comportamento do dólar no exterior, também influenciam a cotação do real.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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