A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 28, provocou avaliações diferentes nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 34% do senador. No segundo turno, os dois registram 42% e ficam empatados numericamente.
A campanha de Lula avalia que os dias finais podem aumentar a vantagem do presidente. O secretário de comunicação do PT, Eden Valadares, afirma que o foco está nos eleitores que ainda não definiram espontaneamente o voto. “Um em cada quatro eleitores ainda não haviam escolhido espontaneamente um candidato”, escreveu nas redes sociais.
Na avaliação de um integrante da campanha, uma sequência recente de episódios favoreceu Lula e prejudicou Flávio. O grupo cita o reajuste do Bolsa Família, as canetas emagrecedoras, o fim das bets, a crise envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida e as repercussões relacionadas ao avião de Daniel Vorcaro.
Leitura da campanha de Flávio
Aliados de Flávio Bolsonaro destacam que o empate no segundo turno aparece mesmo após as medidas e os episódios apontados pelos petistas como positivos para Lula. A campanha também afirma que levantamentos internos colocam o senador à frente nos dois turnos.
“Empate numérico. Estamos muito fortes na reta final”, disseram integrantes do grupo. Para eles, o resultado chama atenção porque surge depois da sequência de acontecimentos citada pela campanha de Lula.
Os aliados de Flávio também mencionam um dado sobre pesquisas eleitorais anteriores: nas últimas eleições, os levantamentos teriam acertado o voto da esquerda, mas subdimensionado o da direita. A campanha de Lula, por sua vez, aposta na comparação entre trajetórias, biografias, trabalho, propostas e programas durante a reta final.



