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Minas Gerais se encaminha para novo duelo entre lulismo e bolsonarismo

Cleitinho Azevedo lidera a corrida pelo governo, enquanto Patrus Ananias se consolida como principal adversário no segundo turno.

Minas Gerais se encaminha para novo duelo entre lulismo e bolsonarismo

A disputa pelo governo de Minas Gerais se encaminha para um segundo turno entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT). O confronto reproduz no estado a polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Cleitinho lidera as pesquisas com quase 40% das intenções de voto, mas não apresenta crescimento suficiente para indicar uma vitória no primeiro turno. O senador registrou a candidatura no último dia do prazo e faz campanha para Flávio Bolsonaro, embora o Republicanos se declare neutro na disputa presidencial.

Cenário das pesquisas

Os levantamentos mostram diferenças na vantagem de Cleitinho em uma eventual segunda votação. No Real Time Big Data, divulgado na segunda-feira 21, ele aparece com 43%, contra 42% de Patrus. Na AtlasIntel, a vantagem é de 53,1% a 41,1%. Já a Quaest indica 50% para Cleitinho e 26% para o petista.

Patrus se isolou na segunda colocação e também reduziu a distância no primeiro turno em uma das sondagens: na AtlasIntel, aparece com 39,3%, contra 31% do candidato do Republicanos. Ele é apoiado por PT, PSB, PSOL e Rede e aposta na lembrança de sua gestão à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, entre 1993-1996.

O petista também enfrenta o desgaste associado à administração de Fernando Pimentel no governo de Minas. Pimentel tentou a reeleição em 2018, mas não chegou ao segundo turno, vencido por Romeu Zema (Novo).

Reflexos da disputa presidencial

A pesquisa Quaest aponta empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno em Minas, com 40% das intenções de voto para cada um. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no estado por 50,2% a 49,8%.

O voto bolsonarista tende a favorecer Cleitinho. Flávio alcança 30% no primeiro turno no estado, enquanto Flávio Roscoe (PL), candidato oficial ao governo, fica na faixa de 5%. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) tem participado de agendas com o presidenciável em Teófilo Otoni e Governador Valadares.

O governador Mateus Simões (PSD) aparece com 7% na Quaest e tenta se apresentar como o aliado mais confiável de Flávio em um eventual segundo turno. Romeu Zema, seu padrinho político e candidato à Presidência, registra 2% no estado.

Na esquerda, Marília Campos (PT) defende uma frente ampla, mas uma eventual aliança depende de nomes como Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB), que somam 10 pontos percentuais na Quaest. As campanhas de Lula e Flávio devem concentrar esforços em Minas Gerais na segunda etapa da eleição.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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