ATENAS — O espetáculo acrobático chinês O Cisne atraiu cerca de 2.000 pessoas ao Christmas Theater, em Atenas, na noite de quinta-feira. A apresentação integrou o Festival Internacional de Teatro China-Grécia e combinou técnicas de acrobacia chinesa com movimentos de balé.
Um dos destaques foi a sequência Balé nos Ombros, em que uma acrobata sobe no ombro do parceiro, fica na ponta dos pés, gira e termina em uma pose. Ao fim da apresentação, o público reagiu com aplausos e gritos de empolgação. O elenco voltou ao palco duas vezes para cumprimentar os espectadores, e parte da plateia aguardou para tirar fotos com os artistas.
Sofia, de oito anos, que pratica ginástica rítmica, acompanhou o espetáculo e demonstrou interesse pela combinação de força, equilíbrio e elegância. “É uma mistura de balé e acrobacia”, disse a mãe dela, Christina Sotiriou.
Para Athena, 10 anos, estudante de balé, foi a primeira apresentação acrobática que assistiu. O interesse surgiu após a tia Bella, que dá aulas em Beijing, contar que um espetáculo com elementos de balé e acrobacia chinesa seria apresentado na Grécia. Dora, irmã mais nova de Athena, tem oito anos e aprende artes marciais chinesas. “O show foi perfeito. Os artistas foram incríveis”, disse.
História e técnicas
A produção não reconta a história de O Lago dos Cisnes. A narrativa acompanha uma jovem acrobata em busca do sonho de se tornar um “cisne”, passando por treinamentos rigorosos, lesões, contratempos e momentos de dúvida.
Além do Balé nos Ombros, o espetáculo utiliza diabolo, acrobacias com aros rolantes e manipulação de chapéus. Telas translúcidas, projeções, iluminação e maquinaria cênica ajudam a representar os mundos físico e interior dos artistas.
A diretora artística Wu Zhengdan, que também serviu de inspiração para a produção, afirma que a história se conecta às experiências dos acrobatas. “Esta obra pode tocar o público de diferentes países porque conta uma história real”, disse.
Wang Wanping, fundador do Festival Internacional de Teatro Sino-Helênico, disse que a turnê busca criar conexões por meio da performance. Para ele, música, movimento corporal e imagens cênicas podem superar fronteiras e diferenças culturais.




