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Multimercados perdem investidores com juros altos e desempenho abaixo do CDI

Saques, custos e concorrência de ETFs pressionam fundos que já tiveram patrimônio de quase 2 trilhões de reais.

Multimercados perdem investidores com juros altos e desempenho abaixo do CDI

Os fundos multimercado enfrentam uma saída expressiva de investidores e gestores no Brasil. A categoria, que combina ativos como ações e moedas para tentar superar o CDI, perdeu espaço diante dos juros elevados, de novos produtos financeiros e de retornos inferiores aos da renda fixa.

O patrimônio, que chegou a quase 2 trilhões de reais em 2019, recuou para 1,6 trilhão. Somente neste ano, os resgates somam cerca de 20 bilhões de reais. A pressão também atinge gestoras. A Gávea Investimentos, fundada por Arminio Fraga, vendeu seus fundos multimercado, com patrimônio de 20 bilhões de reais, para a Bradesco Asset. A TAG, que administra uma carteira de 18 bilhões, praticamente zerou o saldo nessa categoria nos últimos meses.

Até agosto, a rentabilidade média dos multimercado ficou em 5,7%, enquanto o CDI acumulou 9,3%. Um levantamento da Economatica com setenta fundos identificou apenas cinco que renderam mais que o CDI no primeiro semestre. “Quando uma categoria de fundos não supera o CDI, é natural que os investidores busquem alternativas”, afirma Soraia Barros, gerente-executiva de fundos de investimento da Anbima.

Parte dos gestores apostou na queda dos juros, mas a inflação pressionada pela gastança do governo Lula e a alta do petróleo associada à guerra entre os Estados Unidos e o Irã impediram uma redução da Selic no ritmo esperado. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirma que a taxa permanecerá alta pelo tempo necessário para conter a inflação.

Os ETFs também ampliaram a concorrência. Esses fundos replicam índices como o Ibovespa, principal referência da B3, e captaram mais de 35 bilhões de reais neste ano. Com isso, o patrimônio da categoria chegou a 126 bilhões.

As taxas de administração pesam mesmo quando o fundo apresenta perdas, enquanto a taxa de performance só é cobrada quando a meta é superada. “O valor cobrado deve ser compatível com o resultado entregue ao cotista do fundo”, diz Lais Costa, da Empiricus.

O Boletim Focus do Banco Central projeta Selic de dois dígitos até, pelo menos, 2029, o que mantém a pressão sobre os multimercado.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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