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Deportação ao Haiti inclui criança brasileira e bebê nascido nos EUA

Famílias haitianas estavam entre os 57 passageiros enviados ao Haiti em 27 de agosto, após o fim do TPS para imigrantes do país.

Deportação ao Haiti inclui criança brasileira e bebê nascido nos EUA
Foto: X/Reprodução

Uma criança brasileira nascida em 2021 é deportada dos Estados Unidos para o Haiti junto dos pais haitianos. O menino está entre os 57 passageiros de um voo realizado em 27 de agosto, que também leva um bebê de 3 anos nascido nos Estados Unidos.

As duas crianças viajam com os pais. A família brasileira vive em Nova York e é beneficiária do Status de Proteção Temporária (TPS), suspenso pelo governo de Donald Trump após aval da Suprema Corte americana. O grupo é levado a Cap-Haïtien, principal porta de entrada para voos internacionais no Haiti desde que a violência restringe as viagens aéreas para Porto Príncipe.

Os pais do bebê americano classificam como “escandaloso” o envio de crianças nascidas fora do Haiti para o país e criticam o governo haitiano por aceitar os repatriados sem preparo para acolhê-los.

Fim da proteção temporária

O TPS permite que 330 mil haitianos vivam nos Estados Unidos. Depois da suspensão, o Departamento de Segurança Interna anuncia a ampliação das deportações para o Haiti, com a previsão de repatriar até 250 haitianos por semana. O voo que transporta o menino brasileiro é o nono do ano com destino ao país.

“Apesar dos esforços de juízes ativistas, a Suprema Corte reafirmou o que já sabemos: o ‘T’ na sigla TPS significa TEMPORÁRIO”, declara o secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, no final de agosto.

Haiti sob pressão

Cerca de 200 mil haitianos vivem no Brasil. Muitos chegam ao país depois do terremoto de 2010 e, posteriormente, seguem para os Estados Unidos em busca de melhores condições econômicas.

A família do menino tem, além dos pais haitianos, um irmão caçula nascido nos Estados Unidos e outro mais velho nascido no Haiti. A família vive em Nova York, o segundo maior reduto da comunidade haitiana nos Estados Unidos depois da Flórida.

Quase 90% de Porto Príncipe são controlados por gangues. Cerca de 1,5 milhão de pessoas, mais de 12% da população total, deixam suas casas para fugir da violência e passam a viver em acampamentos improvisados sem infraestrutura básica. Mais da metade depende de assistência humanitária.

Moradores afirmam que os voos de deportação sobrecarregam os recursos já escassos no norte do Haiti. Savi Arvey, da Human Rights First, declara que o governo americano envia pessoas, inclusive crianças, de volta ao perigo no país mesmo sabendo da situação.

Em julho, o governo Trump realiza quase 50 mil detenções de estrangeiros, o maior número mensal do segundo mandato. Depois, anuncia novas restrições para a emissão de vistos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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