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Crise no STF impulsiona propostas de reforma no Congresso

Pesquisas apontam pressão por mudanças, enquanto mais de duzentas PECs no Congresso miram o funcionamento e a composição do Supremo.

Crise no STF impulsiona propostas de reforma no Congresso

A crise no Supremo Tribunal Federal amplia no Congresso a discussão sobre mudanças na Corte. Senado e Câmara têm juntos mais de duzentas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam de mandatos para ministros, critérios de escolha, código de ética e restrições a decisões monocráticas e de urgência.

Pesquisas do Datafolha e da Quaest divulgadas na última semana mostram que 76% dos brasileiros consideram que os ministros têm poder demais. Outros 68% defendem novos critérios para a escolha dos integrantes do tribunal. A maioria também apoia um código de ética e mandatos com tempo determinado. O levantamento registra ainda que 56% não confiam no STF e que 77% avaliam que a confiança na Corte diminuiu.

Na terça 15, a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou uma indicação de Damares Alves (Republicanos-DF) para que a Comissão de Constituição e Justiça crie um grupo de trabalho. A tarefa será reunir propostas em tramitação e apresentar um texto unificado em sessenta dias.

Pressão sobre ministros

Entre os temas em debate está a possibilidade de afastamento de ministros. Alexandre de Moraes, contestado por suspeitas relacionadas ao caso Master, tem quase setenta pedidos de impeachment no Senado.

O Conselho Nacional de Justiça, criado em 2004, fiscaliza o Judiciário, mas não pode analisar a conduta de ministros do Supremo. A Corte também não tem código de ética próprio. A Lei do Impeachment, de 1950, prevê a perda do cargo por crime de responsabilidade, mas isso nunca ocorreu na prática.

O presidente do STF, Edson Fachin, defende mudanças e propôs, no início de setembro, o fim do inquérito das fake news, a criação de um código de ética e uma reforma do sistema de Justiça. A seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil elaborou uma proposta que retira do Supremo a competência para analisar casos criminais.

O próximo presidente eleito poderá indicar até quatro ministros. O cenário considera as aposentadorias de Luiz Fux, em 2028, Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030, além da vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A recusa do Senado à indicação de Jorge Messias foi a primeira desde 1894.

O Supremo foi criado pela primeira Constituição republicana, em 1891, e teve seu formato atual definido pela Constituição de 1988. A sessão de 15 de setembro expôs os conflitos internos da Corte. Para Ana Laura Barbosa, professora da FGV Direito SP, a própria instituição deve participar da discussão para evitar que uma reforma externa seja usada como instrumento de ataque ao tribunal.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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