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Justiça

Fachin adia sessão do STF em meio a novos atritos entre ministros

Plenário discutiria planos de saúde e regras para contratos anteriores ao Estatuto da Pessoa Idosa.

Fachin adia sessão do STF em meio a novos atritos entre ministros

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão presencial do Plenário marcada para esta quinta-feira (17/9). A decisão ocorre após novos atritos entre ministros da corte e representa o terceiro cancelamento de uma reunião do colegiado em duas semanas.

O julgamento previsto trata da cobrança de valores diferentes em planos de saúde conforme a idade dos beneficiários. Também está em discussão a aplicação das regras de proteção à pessoa idosa a contratos assinados antes da entrada em vigor do Estatuto da Pessoa Idosa, em 2004.

A análise reúne a Ação Declaratória de Constitucionalidade 90 e o Recurso Extraordinário 630.852, com repercussão geral reconhecida no Tema 381. A Presidência do STF pretende alinhar os entendimentos dos dois processos e apresentar uma conclusão conjunta.

Conflitos entre ministros

O cancelamento ocorre depois de uma nova troca de acusações no Supremo. O ministro Gilmar Mendes questionou a condução de uma sessão virtual extraordinária da 2ª Turma que analisou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Gilmar afirmou que o caso foi pautado sem comunicação adequada e sem tempo suficiente para a análise dos autos, após um ajuste entre Luiz Fux, presidente da turma, e André Mendonça, relator do processo. Também criticou Mendonça por divulgar seletivamente conversas que, embora não indicassem conduta ilícita, “mancharam a honra” do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em nota, Mendonça respondeu que levantou o sigilo de um procedimento específico por meio de decisão fundamentada e “nos estritos limites do que lhe competia decidir”.

Na sessão extraordinária de terça (15/9), o ministro Flávio Dino pediu vista de um julgamento sobre a possibilidade de Alexandre de Moraes ser investigado por suposto vínculo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O colegiado não chegou a discutir o mérito. Gilmar propôs a redistribuição e a organização de petições relacionadas a possíveis ilícitos de integrantes do Supremo no caso do Banco Master. A sessão terminou com 4 votos a 3 contra a questão de ordem.

O regimento interno do STF não esclarece como resolver eventual empate nessa questão. A dúvida envolve a possibilidade de Fachin dar o voto decisivo ou de o resultado favorecer Alexandre de Moraes. Especialistas têm interpretações diferentes: para alguns, o debate é penal e deve prevalecer o princípio in dubio pro reo; para outros, trata-se de questão regimental, o que permitiria o voto de Fachin.

Decisões sobre a Polícia Federal

Fachin já havia cancelado as reuniões do Plenário de 9 e 10 de setembro. O primeiro cancelamento ocorreu após Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. Os dois tinham sido afastados na véspera por decisão de André Mendonça.

Depois, Fachin suspendeu tanto o afastamento quanto a reintegração. Segundo o ministro, decisões sucessivas em processos diferentes, mas ligados aos mesmos fatos e autoridades, criaram risco de contradições e sobreposição processual.

O presidente do STF também determinou que procedimentos sobre eventual investigação de integrantes da própria corte sejam submetidos previamente à Presidência e suspendeu a tramitação da Petição 16.662 até a análise do Plenário.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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