O senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) acusa integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de espalharem, em conjunto com o Partido dos Trabalhadores (PT), informações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida. A declaração foi feita a jornalistas neste domingo (27).
Flávio afirma que o PT tentava divulgar a acusação havia alguns dias e que recebeu ajuda de pessoas de dentro da CNBB. Ele também diz que a polêmica é a maior fake news de sua campanha e nega a existência de qualquer movimento para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
O senador ainda critica o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por revogar uma decisão de André Mendonça que determinava a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Flávio acusa Dino de defender uma suposta estrutura ligada ao PT para disseminar notícias falsas.
“Isso que aconteceu hoje, mais esse ‘canetaço’ do Flávio Dino, uma defesa que ele faz da ‘liga da mentira’ do PT”, afirmou o senador. Ele também acusa o partido de usar perfis falsos com dinheiro público para divulgar esse tipo de conteúdo.
Como surgiu a polêmica
Na quinta-feira (24), publicações nas redes sociais associaram Flávio Bolsonaro a um suposto movimento para mudar o título religioso de Nossa Senhora Aparecida. O episódio ocorreu em meio a uma disputa simbólica entre católicos e evangélicos no debate eleitoral.
A discussão começou depois de a jornalista Maria Cristina Fernandes mencionar uma movimentação em setores da Igreja Católica relacionada a uma suposta articulação de grupos evangélicos para retirar o título da santa.
Após a declaração, internautas recuperaram um projeto apresentado em 2007 pelo candidato a deputado Victório Galli (Republicanos). A proposta previa substituir “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Galli foi assessor de Jair Bolsonaro (PL) durante o governo dele e atualmente apoia a campanha de Flávio Bolsonaro.
Também voltou a circular um vídeo em que Flávio afirma que sua primeira ação como presidente, caso fosse eleito, seria decretar que o Brasil “pertence a Jesus Cristo”. O senador negou nas redes sociais que exista projeto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.



