O Itaú BBA substitui BTG Pactual, Axia e Suzano por XP, Sabesp e Petrobras em sua carteira recomendada para outubro. Embraer e Eneva continuam na seleção. Cada um dos cinco ativos recebe peso de 20%.
A Petrobras tem o maior potencial de valorização entre as ações escolhidas: 30,1%, com base nos preços de referência do relatório de 30 de setembro. Para PETR4, o banco estima preço justo de R$ 64 e retorno com dividendos de 12,2% em 2026.
Motivos para as trocas
A XP entra no lugar do BTG Pactual em uma aposta de recuperação do mercado de capitais. O Itaú BBA afirma que a XP apresenta uma relação mais favorável entre risco e potencial de valorização. A instituição elevou a recomendação da companhia para outperform, apoiada por estimativas melhores de lucro e pela possibilidade de dividendos e recompras.
Para o BDR XPBR31, o preço justo estimado é de R$ 118, com potencial de alta de 8,5%. O banco avalia que o aumento dos volumes negociados e a queda dos juros de longo prazo podem favorecer os resultados da plataforma.
A Sabesp substitui a Axia para reduzir a exposição a revisões negativas de resultados no curto prazo e ampliar a participação em uma empresa ligada ao crescimento do saneamento. O resultado da companhia no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas, mas, segundo o Itaú BBA, não mudou estruturalmente a tese de investimento.
O banco cita como pontos de atenção os volumes, a inadimplência, os custos operacionais e a execução dos investimentos. O preço justo para SBSP3 é de R$ 33,10, com potencial de valorização de 20,2%.
A Petrobras ocupa o lugar da Suzano para aumentar a exposição ao petróleo. A tese considera o crescimento da produção no pré-sal, margens favoráveis no refino e capacidade de geração de caixa. O Itaú BBA também destaca melhora na execução dos projetos da estatal e recomenda acompanhar a disciplina na aplicação de recursos em atividades adjacentes.
Desempenho e cenário
Em setembro, a carteira avançou 5,9%, contra 5% do Ibovespa. No acumulado de 2026, porém, subiu 7,9%, enquanto o principal índice da bolsa avançou 15,6%.
O relatório aponta as eleições como o principal foco dos investidores em outubro. Sinalizações sobre controle de despesas, trajetória da dívida pública e condução da política fiscal a partir de 2027 são apresentadas como fatores determinantes para o comportamento da bolsa brasileira.


