O economista Elias Jabbour, candidato a deputado federal, relaciona o alerta da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026 a declarações sobre Donald Trump não reconhecer o resultado do pleito.
Um relatório reservado enviado pela Abin ao governo, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça classifica como “nível de criticidade” o risco de influência e interferência externa dos Estados Unidos no processo eleitoral.
Jabbour também menciona declarações recentes de Eduardo Bolsonaro sobre um eventual não reconhecimento das eleições e a possibilidade de sanções contra autoridades brasileiras. Para ele, esse tipo de manifestação pode indicar uma intenção futura.
Na avaliação do economista, o reconhecimento do resultado eleitoral poderia ser usado como instrumento de pressão sobre o Brasil. Ele afirma que o objetivo seria obter concessões do governo brasileiro a partir do dia seguinte às eleições, incluindo acesso aos minerais críticos brasileiros.
Jabbour cita ainda o petróleo da Margem Equatorial entre os ativos estratégicos que poderiam estar no centro da pressão. “A principal delas acesso irrestrito aos minerais críticos brasileiros. Esse é o ponto pessoal. É isso que eles querem”, declarou.
O relatório da Abin afirma haver uma tendência de escalada da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil. O documento relaciona a política do governo Trump à disputa por ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestrutura na América Latina.
Ao comentar o cenário, Jabbour critica decisões recentes do Supremo Tribunal Federal e afirma que já existe uma intervenção externa em andamento no processo eleitoral.
As avaliações sobre as intenções do governo Trump e sobre um possível condicionamento do reconhecimento das eleições são apresentadas por Jabbour. Em agosto, uma fonte do Departamento de Estado dos EUA declarou que Washington respeitaria a escolha dos brasileiros e o resultado das eleições presidenciais de 2026.




