Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Política

Abin classifica como crítico risco de pressão dos EUA sobre eleições de 2026

Relatório enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça aponta pressão econômica, diplomática e eleitoral sobre o Brasil.

Abin classifica como crítico risco de pressão dos EUA sobre eleições de 2026

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classifica como “crítico” o risco associado à pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil no contexto das eleições de 2026. O diagnóstico está em um relatório confidencial encaminhado, no fim de agosto, à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça.

O documento identifica uma escalada da pressão norte-americana e relaciona o movimento à política externa do segundo governo de Donald Trump. A avaliação é de que Washington busca reafirmar sua influência na América Latina e limitar o avanço de potências concorrentes, especialmente a China, sobre ativos estratégicos, infraestrutura e relações econômicas.

Brasil é tratado como alvo prioritário

A Abin considera que o Brasil ocupa uma posição central por reunir capacidade econômica e política para manter maior autonomia internacional diante das demandas dos Estados Unidos. A resistência brasileira a um realinhamento automático com Washington é associada a medidas econômicas, comerciais e diplomáticas contra o país.

Entre as ações mencionadas estão sobretaxas sobre produtos brasileiros, restrições diplomáticas e sanções contra determinados alvos. Em agosto, durante uma conversa telefônica com Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as justificativas dos Estados Unidos para parte das medidas comerciais eram infundadas e defendeu o sistema eleitoral brasileiro.

A preocupação também envolve uma proposta da Casa Branca para uma declaração conjunta sobre a não imposição de restrições à participação de chamados “dissidentes políticos” nas eleições. Para a inteligência brasileira, a iniciativa alcançaria questões submetidas às instituições do país. Lula rejeitou a proposta e classificou o documento como “arquivo morto”.

Rubio aparece no diagnóstico

O secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Marco Rubio, é apontado como personagem central na estratégia de pressão sobre o Brasil. A Abin relaciona sua atuação a uma política regional para ampliar a influência de Washington e reduzir o espaço de governos menos alinhados aos Estados Unidos.

O relatório também menciona a relação do Brasil com os Brics e com a China. Esses temas estão entre as divergências dos candidatos à Presidência em 2026, ao lado de Washington, Pequim, Mercosul e minerais estratégicos.

Outro eixo do alerta envolve sanções dos Estados Unidos contra pessoas e empresas acusadas de manter relações financeiras com organizações criminosas brasileiras. As medidas podem atingir operações em dólar e relações com instituições financeiras internacionais.

A classificação de organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas também é apontada como ponto de divergência entre os governos. Na conversa de agosto, Lula disse a Trump que o Brasil tem instrumentos próprios para enfrentar facções criminosas e que esses grupos não se confundem necessariamente com organizações terroristas.

Para a Abin, as medidas econômicas, diplomáticas, políticas e de segurança devem ser analisadas em conjunto pelo risco de afetarem o ambiente político brasileiro em ano eleitoral. O envio do alerta ao governo e ao TSE formaliza a preocupação institucional com a possibilidade de interferência externa na disputa de 2026.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.