A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associa o crescimento das apostas on-line ao governo de Jair Bolsonaro (PL) em propaganda eleitoral divulgada nesta 2ª feira (21.set.2026). Com o mote “Brasil contra as bets”, o programa critica as plataformas e apresenta propostas para enfrentar o vício e o endividamento relacionado aos jogos.
A peça é a 11ª propaganda de Lula pela reeleição. No vídeo, a campanha afirma que “Temer liberou as bets no Brasil, mas foi no governo Bolsonaro que elas viraram um monstro”. O PT também declara que o governo Bolsonaro passou “4 anos sem lei”, enquanto as famílias brasileiras ficavam mais endividadas.
Lula diz que pretende endurecer o combate às apostas. “Ninguém pode gastar o leite da família jogando”, afirma no início do programa. O presidente também declara que o Sistema Único de Saúde vai desenvolver “programas especiais” para tratar o vício em jogos de azar.
A propaganda questiona se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como principal rival de Lula na disputa pelo 4º mandato, está ao lado das famílias brasileiras. O vídeo inclui relatos de pessoas que afirmam ter sofrido com o vício nas apostas.
Endividamento e medidas do governo
Em 13 de setembro, Lula recebeu, no Palácio da Alvorada, 8 pessoas apresentadas como vítimas das bets. Depois do encontro, ele relatou o caso de um rapaz que fez 1.400 Pix em 3 meses para a mesma empresa e questionou a atuação do Banco Central.
O programa também conta com a participação do cantor Emicida, que critica a ideia de que o fim das bets levaria ao fim do futebol. O artista participou, em 1º de setembro, de uma reunião no Palácio do Planalto sobre as apostas.
Dados citados na discussão mostram que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas em 2025. No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix.
Em agosto, 82% das famílias brasileiras declararam ter algum tipo de dívida, percentual igual ao de julho e o maior da série histórica iniciada em 2015, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
O governo também estuda um programa para renegociar dívidas antigas. Em entrevista em 17 de setembro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta será apresentada a Lula e poderá permitir que pessoas com dívidas antigas voltem a ter acesso a crédito.



