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Política

Lula defende fim das bets e mudanças na escolha de ministros do STF

Em sabatina, presidente também propõe reforma política, critica fundos eleitorais e fala sobre segurança, Previdência e política externa.

Lula defende fim das bets e mudanças na escolha de ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a proibição das apostas de quota fixa, mudanças no processo de escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma reforma política durante sabatina exibida neste domingo (27). Candidato à reeleição, ele também aborda segurança pública, economia, Previdência, investigações envolvendo seu filho e política externa.

Lula relaciona as bets ao endividamento das famílias e à ludopatia. Ele rejeita a avaliação de que o fim dos patrocínios prejudicaria o futebol brasileiro e lembra que clubes conquistaram títulos antes da expansão das plataformas. “Eu resolvi acabar, porque senão a bet acaba com o Brasil”, afirma.

Mudança no STF e reforma política

O presidente propõe que a escolha de ministros do STF não fique concentrada na indicação presidencial. A ideia é criar uma etapa anterior, com participação de um colegiado e de representantes da sociedade civil, antes da análise do Senado. Pela Constituição, a Corte tem 11 ministros, nomeados pelo presidente após aprovação da maioria absoluta do Senado.

Lula também volta a defender a discussão sobre mandatos para integrantes do tribunal. Ele afirma que eventuais mudanças devem ser debatidas com juristas, advogados, universidades e a sociedade civil.

Na reforma política, o presidente critica a fragilidade programática dos partidos, o orçamento secreto e os fundos partidário e eleitoral. Ele diz ter mudado de posição sobre o financiamento público de legendas e campanhas: “Eu sou contra porque isso apodreceu a política”.

Segurança e economia

Lula defende maior participação da União no combate ao crime organizado, com prioridade para inteligência e investigação financeira. O objetivo, segundo ele, é atingir dirigentes e financiadores das organizações. Ele também apoia a PEC da Segurança Pública e afirma que pretende criar um Ministério da Segurança Pública se a proposta for aprovada.

Na economia, o presidente diz que pretende reduzir a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto por meio do crescimento, mantendo programas sociais e investimentos em infraestrutura. Também defende a redução dos juros, cita o PAC e fala em ampliar a capacidade brasileira em inteligência artificial, minerais críticos e terras raras.

Sobre a Previdência, Lula não descarta uma nova reforma, mas condiciona a medida às necessidades do sistema. Ele afirma que a geração de empregos e o aumento da massa salarial são essenciais para fortalecer a arrecadação.

Investigações e política externa

Lula declara acreditar na inocência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, mas afirma que os dois devem ser investigados. Ele também confirma reunião com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e diz que eventuais irregularidades devem ser apuradas.

Na política externa, Lula afirma manter diálogo com Donald Trump, apesar das divergências entre os governos. Ele defende a diversificação do comércio exterior e a possibilidade de aplicar a lei de reciprocidade em disputas comerciais.

Ao comentar a eleição de 2026, Lula diz acreditar que a disputa pode ser decidida no primeiro turno. Ele também defende respeito entre diferentes religiões ao falar da controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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