Luiz Inácio Lula da Silva assina parecer que assegura o afastamento remunerado do trabalho, por até seis meses, para mulheres vítimas de violência doméstica. A medida vale quando o afastamento é determinado pela Justiça como medida protetiva.
A iniciativa ocorre três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais e é apresentada como um aceno ao eleitorado feminino, cuja preferência pode ser decisiva na disputa pelo Palácio do Planalto.
Para mulheres seguradas da Previdência que não tenham relação de emprego, o benefício será pago integralmente pelo INSS. No caso das mulheres que não são seguradas, o pagamento terá natureza assistencial e ficará sob responsabilidade do estado, do Distrito Federal ou do município indicado pelo juiz.
A decisão acompanha o entendimento do STF de que mulheres afastadas do trabalho por determinação judicial devem continuar recebendo renda durante o período em que estiverem afastadas.
Disputa eleitoral
Nos bastidores, a proposta é vista como uma demonstração de preocupação de Lula com as mulheres. O grupo já apoia majoritariamente o petista e pode influenciar o resultado nas urnas.
Também há a avaliação de que a medida pode ampliar a margem de apoio feminino ao candidato em relação aos adversários na disputa pelo Planalto.



