Luiz Inácio Lula da Silva passou a ter vantagem sobre Flávio Bolsonaro na relação entre potencial de voto e rejeição, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus. O presidente aparece com 50% de potencial de voto e 48% de rejeição. O senador do PL registra 48% de potencial e 50% de rejeição.
Na rodada anterior, os dois tinham 47% de potencial de voto. Lula avançou 3 pontos e sua rejeição passou de 49% para 48%. Flávio subiu de 47% para 48% no potencial, enquanto a rejeição permaneceu em 50% pela terceira rodada consecutiva. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e as variações devem ser analisadas dentro desse intervalo.
Como o potencial é calculado
A Nexus pergunta se o entrevistado considera cada candidato a única opção, se poderia votar nele, se não votaria nele de jeito nenhum ou se não o conhece. Lula é a única opção para 38% dos entrevistados, enquanto 12% dizem que também poderiam escolhê-lo. Flávio tem 30% de eleitores que o consideram a única opção e outros 18% que admitem votar nele.
A rejeição a Lula chega a 69% entre eleitores do Sul, 63% entre evangélicos e 56% entre homens. O índice também é de 55% entre pessoas de 25 a 40 anos e entre eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos. Os menores percentuais aparecem entre pessoas sem religião, com 28%, entre quem recebe até um salário mínimo, com 35%, e no Nordeste, com 36%.
Para Flávio, a rejeição é de 69% entre eleitores sem religião, 62% no Nordeste e 55% entre mulheres. Os menores índices estão entre evangélicos, com 33%, e no Sul, com 29%.
Entre os demais nomes testados, Augusto Cury tem 42% de potencial e 33% de rejeição; Ronaldo Caiado, 37% e 39%; Romeu Zema, 31% e 42%; e Renan Santos, 24% e 43%.
A 14ª rodada ouviu 2.003 eleitores por telefone entre 11 e 13 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04076/2026.



