GUARULHOS — Mário Covas Neto, o Zuzinha (PSDB), declara apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e critica Flávio Bolsonaro. Filho do ex-governador de São Paulo Mário Covas, o ex-vereador paulistano afirma que o candidato do PL seria “muito pior” que Jair Bolsonaro.
A declaração ocorre em um vídeo gravado antes do comício de Lula em Guarulhos, nesta sexta-feira (18). A adesão é articulada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que foi vice-governador de Mário Covas.
“Não pense que Flávio Bolsonaro é igual ao pai dele [Jair Bolsonaro]. Ele é muito pior. Ele vai transformar esse país num campo de batalha”, declara Covas Neto.
O ex-vereador apresenta a escolha como uma defesa do regime democrático, sem colocá-la na divisão tradicional entre esquerda e direita. “Eleição não é esquerda contra direita. É democracia contra a tirania”, afirma.
Relação com Mário Covas
Zuzinha relaciona o apoio a uma decisão tomada pelo pai no segundo turno da eleição presidencial de 1989, quando Mário Covas apoiou Lula na disputa contra Fernando Collor. A referência associa a adesão atual a uma posição política adotada pelo ex-governador durante a redemocratização brasileira.
Geraldo Alckmin anuncia publicamente o apoio e destaca a trajetória de Mário Covas. Os dois trabalharam juntos em São Paulo, quando Alckmin ocupou o cargo de vice-governador. Mais tarde, Alckmin deixou o PSDB e integrou a chapa presidencial de Lula.
“Estamos muito honrados com o Zuzinha, que foi vereador na capital, filho de um homem público, um estadista que foi o nosso queridíssimo Mário Covas”, diz Alckmin.
Lula também agradece a Covas Neto e menciona a relação de respeito que mantinha com o ex-governador paulista. “Você sabe do carinho que tinha pelo seu pai, do meu respeito pela pessoa brilhante que ele era”, afirma o presidente.
A manifestação de Zuzinha representa o apoio de um integrante histórico do PSDB, partido que durante décadas foi o principal adversário nacional do PT, à campanha de Lula em uma eleição polarizada entre o presidente e Flávio Bolsonaro.



