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Partitura com mais de 340 toques preserva memória da Longa Marcha na China

Documento usado pelo Exército Vermelho foi recuperado em 1974 e hoje está exposto no Museu Memorial Revolucionário de Ninghua.

Partitura com mais de 340 toques preserva memória da Longa Marcha na China

Uma partitura com mais de 340 toques de clarim preserva, no Museu Memorial Revolucionário de Ninghua, na província de Fujian, a memória das comunicações militares usadas pelo Exército Vermelho dos Operários e Camponeses da China. O livreto reúne comandos para rotinas diárias, treinamentos e operações de combate.

O documento pertenceu a Luo Guangmao, que ingressou no Exército Vermelho no início da década de 1930. Escolhido como clarineiro por causa da voz potente, ele recebeu treinamento em uma escola militar e ganhou uma cópia da partitura ao concluir o curso. Na ocasião, prometeu protegê-la como protegeria a própria vida.

Em 1934, Luo foi ferido em combate e perdeu contato com a força principal. Com medo de que o material fosse capturado pelo inimigo, voltou secretamente para casa, entregou a partitura à mãe e partiu novamente para evitar ser preso. Depois da fundação da República Popular da China, em 1949, tentou recuperar o documento, mas a mãe, já idosa, não se lembrava de onde o havia escondido.

A partitura só reapareceu em 1974, quando Luo desmontava o celeiro da família. O documento estava envolvido em camadas de tecido e papel impermeabilizado com óleo. Luo então doou a peça ao museu, que a mantém em uma vitrine.

Memória da Longa Marcha

A Longa Marcha ocorreu entre 1934 e 1936, durante a ruptura do cerco das forças do Kuomintang, o Partido Nacionalista. Os soldados do Exército Vermelho enfrentaram rios, montanhas geladas e áreas áridas, em uma jornada que chegou a 12.500 quilômetros para alguns deles.

Mais de 6 mil moradores de Ninghua participaram da marcha, e muitos morreram nos combates. Apenas 58 chegaram ao destino, no noroeste da China, segundo dados das autoridades locais.

A preservação dessa memória também mobiliza Xia Chufa, morador de Quanshang, em Ninghua. Desde o início da década de 1990, ele coleciona objetos ligados à história revolucionária, especialmente clarins. Aos 70 anos, já percorreu mais de 20 províncias chinesas e teve contato com mais de 20 mil peças.

Em 2018, Xia construiu um museu para a coleção, com apoio financeiro do governo local e mais de 10 milhões de yuans arrecadados por conta própria. O espaço reúne atualmente mais de 1.500 clarins de diferentes tipos. “Não quero que as futuras gerações esqueçam nosso passado difícil”, afirmou.

O sistema de clarineiros continua presente nas forças militares chinesas. Em Ninghua, Zhang Jiahao, de 24 anos, atua como clarineiro de uma unidade da Força de Polícia Armada do Povo Chinês e como guia do museu. Há três anos, tinha dificuldade para alcançar notas agudas; hoje, transmite suas técnicas a novos integrantes.

Zhang também apresenta aos visitantes as histórias dos soldados que avançavam ao som dos clarins. A atividade ocorre no ano do 90º aniversário da vitória da Longa Marcha. “Como poderíamos deixar de tocar o clarim hoje?”, disse.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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