JARAGUÁ DO SUL — O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, pede uma apuração rigorosa sobre a agressão contra a advogada Fernanda Klitzke durante um evento político em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. Ela é candidata a segunda suplente ao Senado na chapa de Décio Lima (PT).
O episódio ocorre na noite de sábado (12), após uma reclamação de vizinhos sobre barulho. A Polícia Militar intervém no local, e Fernanda é agredida e detida durante a ação. Pessoas que estavam na reunião relatam que a advogada tentou orientar os envolvidos depois que policiais abordaram um homem negro.
Um vídeo publicado nas redes sociais de Décio Lima mostra a ação policial. Em nota divulgada neste domingo (13), Edinho Silva afirma que o partido não aceitará violência política nem agressões contra mulheres. O dirigente também diz que Fernanda exercia sua prerrogativa profissional ao acompanhar a abordagem.
“É imprescindível uma apuração rigorosa, célere e transparente de toda a ocorrência”, afirma Edinho Silva, que também pede esclarecimentos sobre eventual motivação ou tratamento de natureza política no episódio.
Décio Lima declara que a agressão contra uma advogada em exercício profissional atinge o direito de defesa e a democracia. Ele também relaciona o caso à violência contra mulheres.
O candidato ao governo de Santa Catarina pela mesma coligação, Gelson Merisio (PSB), procura o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Carlos Roberto da Silva, para pedir providências e uma apuração urgente.
O caso passa a integrar o debate eleitoral em Santa Catarina, com cobrança do PT por esclarecimentos sobre a conduta policial, a atuação de Fernanda como advogada e a possibilidade de motivação política.



