NOVA DÉLI — O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, cobra a responsabilização dos países que cometem atrocidades contra palestinos, sudaneses e iranianos. O discurso ocorre neste sábado (12), durante a Cúpula do BRICS, na capital indiana.
Ramaphosa critica violações à Carta das Nações Unidas e afirma que o recurso à guerra ameaça a credibilidade da organização. “As instituições e regras multilaterais estão sendo ignoradas e subvertidas”, declara.
O presidente sul-africano defende que o BRICS atue para fortalecer uma ordem multilateral baseada nas Nações Unidas como centro e uma estrutura multipolar fundamentada no direito internacional e na igualdade. Para ele, a responsabilização é necessária diante do genocídio em curso contra os palestinos, dos crimes cometidos contra o povo do Sudão e da guerra ilegal contra o Irã.
Ramaphosa também afirma que o grupo deve pressionar e expor violações independentemente de quem as cometa. Na avaliação dele, o BRICS precisa manter uma posição unificada em defesa da reforma do sistema da ONU, para que as regiões estejam efetivamente representadas.
Entre as medidas apresentadas estão a demonstração de resultados práticos da cooperação multilateral e o uso do Novo Banco de Desenvolvimento para apoiar infraestrutura, crescimento sustentável, segurança alimentar, saúde, industrialização e resiliência climática.
O presidente ainda propõe que o BRICS ajude a formular modelos de governança global mais justos, responsáveis e orientados para o desenvolvimento. Ele define o grupo como uma ponte entre divisões geopolíticas e afirma que o diálogo é mais importante do que o confronto em um mundo fragmentado.
Ao concluir, Ramaphosa destaca a importância da África e do Sul Global na construção da futura ordem internacional. “Devemos garantir que as vozes da África e do Sul Global estejam plenamente refletidas na construção da futura ordem internacional”



