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Ramaphosa defende investimentos do BRICS em indústria e tecnologia

Presidente sul-africano propõe cadeias produtivas compartilhadas para ampliar a autonomia econômica dos países em desenvolvimento.

Ramaphosa defende investimentos do BRICS em indústria e tecnologia

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defende que o BRICS amplie os investimentos em indústria, tecnologia, energia, infraestrutura e logística para fortalecer a autonomia econômica do Sul Global. A proposta é apresentada nesta sexta-feira (12), durante o Diálogo de Líderes do Fórum Empresarial do BRICS, realizado paralelamente à 18ª Cúpula de Líderes do bloco.

Em comunicado da Presidência sul-africana, Ramaphosa afirma que os países em desenvolvimento precisam superar a condição histórica de fornecedores de matérias-primas. Para isso, ele propõe relações produtivas mais profundas entre os integrantes do BRICS ampliado, com maior agregação de valor aos recursos explorados nessas economias.

A estratégia prevê investimentos em manufatura, beneficiamento de matérias-primas, tecnologias industriais, sistemas energéticos, infraestrutura e redes logísticas. O objetivo é manter uma parcela maior da riqueza gerada pelas cadeias produtivas nos próprios países em desenvolvimento e criar estruturas locais associadas à geração de empregos e ao desenvolvimento tecnológico.

“Para nós, esta é uma oportunidade de moldar um futuro econômico mais resiliente, diversificado e inclusivo para o Sul Global”, declara o presidente sul-africano.

Ramaphosa também defende que empresas interessadas nos mercados do BRICS não restrinjam sua atuação à venda de produtos e serviços. Na avaliação dele, essas companhias devem instalar unidades de produção, transferir capacidades industriais e participar da formação de estruturas locais.

Com cadeias produtivas compartilhadas, os países do grupo podem reduzir a dependência de centros industriais externos e ampliar o comércio de bens com maior valor agregado. Ramaphosa afirma que a resiliência diante das turbulências da economia mundial também envolve aproveitar mudanças para desenvolver capacidades e construir parcerias econômicas.

O presidente cobra ainda uma atuação mais prática do Conselho Empresarial do BRICS, com participação na criação de negócios, investimentos conjuntos e projetos produtivos. “A questão já não é se existe potencial dentro dos BRICS, mas sim se temos a ambição, os instrumentos e as parcerias para converter esse potencial em valor econômico para o nosso povo”, afirma.

Para Ramaphosa, a expansão do BRICS amplia a capacidade de articular mercados, investimentos e projetos de desenvolvimento. O desafio, segundo ele, é transformar esse peso econômico em resultados concretos para as populações, especialmente por meio da industrialização, da geração de empregos e do domínio de tecnologias estratégicas.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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