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Apps de namoro ampliam biometria para combater perfis falsos e golpes

Tinder exige vídeo e autenticação 3D de novos usuários, enquanto especialistas questionam os riscos do uso obrigatório de dados biométricos.

Apps de namoro ampliam biometria para combater perfis falsos e golpes
Foto: Nik/Unsplash

Aplicativos de namoro ampliam o uso de reconhecimento facial, leitura de íris e verificações de vivacidade para dificultar a criação de perfis falsos e combater golpes. A adoção cresce com o avanço de imagens, vídeos e vozes produzidos por inteligência artificial, que tornam mais difícil confirmar se existe uma pessoa real por trás de uma conta.

O Tinder lançou, em outubro de 2025, o Face Check. O sistema usa vídeo, análise de vivacidade e autenticação 3D para confirmar a presença de alguém real diante da câmera. A verificação é obrigatória para novos usuários e começou a ser levada a contas antigas em alguns mercados, incluindo Estados Unidos e Reino Unido.

O Match Group, proprietário do Tinder, afirma que 98% das ações de moderação de conteúdo feitas no aplicativo em 2025 estavam ligadas a contas falsas, golpes e spam. A empresa diz armazenar um mapa criptografado da geometria do rosto, e não a imagem utilizada no cadastro. Outros grandes aplicativos e sites de namoro também adotam reconhecimento facial para verificar usuários.

Outra opção é o World ID, desenvolvido pela Tools for Humanity. A tecnologia usa um dispositivo chamado Orb para escanear a íris e criar uma identificação digital associada ao usuário. O sistema também oferece um selo de “humano verificado” e pode ser usado opcionalmente em algumas integrações. De acordo com a empresa, os dados são processados no próprio celular, não ficam armazenados em servidores e são apagados após a captura.

Em abril, a Tools for Humanity firmou uma parceria com o Tinder para oferecer o selo de forma opcional. A proposta é indicar que a conta está ligada a uma pessoa real, sem depender apenas de fotos ou informações fornecidas pelo usuário.

Fraudes e limites da verificação

O FBI informa que golpes românticos nos Estados Unidos movimentaram mais de US$ 4 bilhões entre 2015 e 2025. Quase metade dos usuários de aplicativos de namoro no país afirma já ter sido alvo de algum tipo de fraude.

As verificações de vivacidade analisam vídeos ou movimentos feitos durante o cadastro. Já a biometria associa a conta a uma característica física, como o rosto ou a íris. Essas medidas, porém, não impedem necessariamente que uma conta seja usada depois com conteúdo manipulado por inteligência artificial.

O professor de direito da tecnologia Woodrow Hartzog, da Universidade de Boston, afirma que “o reconhecimento facial é a ferramenta de vigilância mais perigosa já criada”. Ele alerta para o risco de a população se acostumar a ter o rosto escaneado para realizar atividades na internet.

A pesquisadora de cibersegurança Katie Moussouris classifica algumas medidas como uma espécie de “teatro de segurança”, porque uma checagem inicial não elimina todos os riscos. Contas aprovadas por biometria ainda podem ser roubadas e usadas por outra pessoa.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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