Emojis aparecem em mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e a Daniel Vorcaro, segundo relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro André Mendonça. O documento analisa 52 mensagens enviadas entre 2023 e 2025.
Em novembro de 2025, quando avançava a apuração que resultaria na prisão de Vorcaro e na liquidação do Master, há registros de conversas sobre as possibilidades de salvar o banco. Em uma delas, Vorcaro encaminha ao ministro uma foto com texto e, abaixo da imagem, aparece um emoji de joinha.
Em outra troca do mesmo mês, o banqueiro menciona tratativas para preservar a instituição. Moraes envia três imagens, enquanto Vorcaro responde com duas mensagens escritas. Na última, também aparece um emoji.
Contestação do ministro
Moraes afirma, na defesa apresentada ao Supremo Tribunal Federal, que não manteve diálogos com Vorcaro. O ministro diz que não há mensagem ou bloco de notas com textos enviados por ele ao ex-banqueiro e questiona tanto a autenticidade do material quanto a identificação do interlocutor.
A defesa sustenta: “Não existe diálogo, que pressupõe a existência de dois interlocutores, pois não há uma única mensagem ou bloco de notas com o texto de mensagens do ministro Alexandre de Moraes”.
De acordo com a Polícia Federal, Moraes usava mensagens de visualização única. Por isso, os investigadores não conseguiram saber o conteúdo das respostas atribuídas a ele. Já as mensagens de Vorcaro, analisadas no relatório, incluem pedidos de conselhos jurídicos para pressionar autoridades a impedir sua derrocada financeira e sua prisão.
Técnicos de redes sociais e inteligência artificial avaliaram os registros. Um deles afirma: “É raríssimo alguém colocar o emoji de joinha na própria mensagem”. Os especialistas também dizem que, se as mensagens permanecem ativas, é possível selecionar o emoji para verificar quem o publicou.


