O Ministério da Justiça e Segurança Pública coordena nesta terça-feira (15) a segunda fase da Operação Lívia, que cumpre 12 medidas judiciais contra suspeitos de moderar comunidades virtuais associadas à chamada escravidão digital, à misoginia e ao incentivo à automutilação e ao suicídio de crianças e adolescentes.
A operação é executada pelas polícias civis de Mato Grosso do Sul, da Bahia, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Distrito Federal. A primeira etapa foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Medidas e investigação
Do total de ordens, seis são mandados de busca e apreensão domiciliar e seis estão relacionados à apreensão de menores de idade. As diligências têm como base o exame de provas digitais feito pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
A análise permitiu identificar novos suspeitos de atuar como moderadores dessas comunidades. A delegada Anne Karine, da Polícia Civil sul-mato-grossense, afirma que o aprofundamento das provas recolhidas na primeira fase levou à identificação de novos envolvidos e ao avanço da responsabilização dos integrantes das redes.
O nome da operação homenageia uma jovem de 13 anos, de Mato Grosso do Sul, vítima de coerção e indução à automutilação por meio de interações na internet. Além da responsabilização dos alvos, as autoridades dizem que a ação alerta pais e responsáveis para os riscos de fóruns e grupos fechados na rede.



